Evento é oportunidade para que turistas também conheçam um pouco da cultura de MS
Portas grandes, janelas abertas, ao lado de uma área verde e com uma varanda que você já imagina uma rede e descanso. Essa é a Casa do Homem Pantaneiro, localizada no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, que abre suas portas após 15 anos fechada, sendo uma das atrações culturais e ambientais durante a COP15, evento internacional que é realizado até o domingo (29). A entrada é gratuita.
O local, além de sua reinauguração, recebe ao longo desta semana o projeto ‘Conexão Sem Fronteiras’, com uma programação especial que mistura cultura, cinema, exposições e debates sobre o meio ambiente, com foco no Pantanal, na preservação da natureza e das questões envolvendo as aves migratórias, ponto chave da COP15.
A estrutura da Casa foi dividida entre três espaços principais: Auditório Arara-Azul, Sala Tuiuiú e a área de cinema, o Cine Pantanal. Os visitantes também terão um espaço amplo para contemplar a natureza, cafeteria especial e diversas palestras.
Durante a COP15, a Casa do Homem Pantaneiro recebe atividades do Conexão Sem Fronteiras, que buscam aproximar o público dos temas ambientais de forma simples e acessível. Um dos destaques é a exposição ‘Pantana Conecta’, que mostra o funcionamento do bioma, impactos das mudanças climáticas e a vida do homem pantaneiro.
O espaço ‘Conexão Sem Fronteiras tem como obejtivo ser uma iniciativa paralela aos debates da COP15 sobre Espécies Migratórias, oferecendo uma programação diversificada, conectando ciência, cultura e território, como reiterou ao Jornal O Estado o diretor do Departamento de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade no Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, Braulio Ferreira de Souza Dias.
“O espaço Conexão sem Fronteiras nasce com a ideia de trazer um pouco da COP15 para a sociedade civil. A ideia é trazer esse ‘gostinho’, as discussões, as pautas que estão acontecendo no ambiente da zona azul, porque o evento precisa do credenciamento, é um ambiente técnico onde o acordo entre os países são assinados. Mas a gente tem que aproveitar a chance para trazer a população para os debates da ciencia”, explicou.
“Então o Conexão sem Fronteiras abriga os debates técnicos também. Temos a Sala Tuiuiú, com capacidade para 30 pessoas e o auditório Arara Azul, para 80 pessoas e os dois lugares estão com a temática sobre as aves migratórias. Cada dia tem um tema, e há debates ocorrendo todos os dias, uma exposição com mais de 30 fotográfias cedidas por fotográfos locais, da região do Pantanal e de renome internacional. Temos uma sala de cinema também, que esta exibindo o vídeo de uma exposição, que está atualmente em Londres, uma exposição imersiva que divide o Pantanal em fogo e água no Pantanal. Todos os dias, temos os debates nas salas e a programação cultural com exposição e mostra de filmes; no fim de semana teremos programação com toda a família, em parceria com o IBAMA; outro parceiro nosso é o Instituto Tamanduá….a ideia é que a sociedade venha participar de uma programação que foi pensada tato para o publico academico e não”, complementa.
Nesta terça-feira (23), também estiveram presente na reabertura o GRETAP-MS (Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal) e o PREVFOGO (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais) do IBAMA, falando sobre o manejo integrado do fogo,
O Cine Pantanal integra a programação do evento na Casa como um espaço de encontro entre cinema, natureza e reflexão. A mostra reúne produções com temática socioambiental que abordam a biodiversidade, os territórios e os desafios contemporâneos enfrentados pelos ecossistemas, especialmente no contexto das espécies migratórias e das mudanças climáticas. Mais do que exibições, as propõem diálogos e conexões, convidando o público a olhar, sentir e refletir sobre as relações entre sociedade e natureza. Os filmes exibidos foram cedidos pelo projeto Documenta Pantanal.
Programações e participações
Um dos estandes do local é o do Instituto Arara Azul, organização não-governamental que tem como finalidade a promoção da conservação ambiental. O Instituto desenvolve programas e projetos com este objetivo, como o Projeto Arara-Azul, desenvolvido desde 1990 no Pantanal, mantendo as populações viáveis de araras-azuis (Anodorhynchus hyacinthinus), a médio e longo prazo em vida livre no seu ambiente natural, entre outros de suma importância.
Conforme Elisiane Mascarenhas, integrante do projeto, participar de um evento como a COP15 é mostrar o valor do próprio instituto e do bioma pantaneiro. “É de suma importancia o instituto ter um estande aqui, o objetivo é levar informação, mostrar a importância do projeto, a biodiversidade que trabalhamos. Além do estande também estaremos participando de uma mesa redonda e oficinas de educação ambiental no domingo, com crianças”. O estande irá ficar todos os dias da COP 15, das 9h ao meio-dia e das 15h as 18h.
Quem também esteve presente no lançamento foram alunos da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) e da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul). Para a estudante de Ciências Biológicas, Ana Lucia, 20, o evento é uma oportunidade de ‘ouro’ para conhecer o bioma, sem barreiras linguisticas ou culturais
“O COP 15 é um evento muito importante, que esta sendo sediado no Brasil, aqui tão próximo da gente em Campo Grande, nunca tinha visto isso, esta sendo incrivel. Aprendemos em ciencias biologicas a importância das espécies migratórias e ver de perto os debates sobre, sem ser em ingles, mas sim no nosso portugues, esta sendo uma experiencia incrivel”, disse ao jornal O Estado.
“Dá uma visibilidade para Campo Grande como uma atração turistica cultural. Aqui tem muita coisa que as pessoas não sabem ou conhece ainda mais na questão da biodiversidade, sem contar o nosso Pantanal. Com esse evento, podemos trazer mais visibilidade e conhecimento, com atrações turisticas que vai aumentar a economia tambem”, finaliza.
O Instituto Arara Azul possui uma progamação própria, confira:
* Roda de Conversa- Aves “Anfitriãs” e a Espécies Símbolos para a Conservação.
Instituto Arara Azul e CRBio-01
Casa do Homem Pantaneiro
26 de março de 2026
Horário: 15h às 16h
* Oficinas de Educação Ambiental- “As aves voam mais com a Educação”.
Casa do Homem Pantaneiro- Sala Tuiuiú
29 de março de 2026
1ª Oficina: 10h00 às 11h30
2ª Oficina: 14h00 às 15h30
A programação completa pode ser conferida no instagram do Ministério do Meio Ambiente: https://www.instagram.com/mmeioambiente/
Por Carolina Rampi