O grupo Brô MC’s segue ampliando o alcance do rap indígena brasileiro ao unir música, formação cultural e debates sobre justiça climática em uma agenda marcada por apresentações, oficinas e encontros nacionais. Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, o coletivo participou de atividades em Belo Horizonte e também integrou a programação da Teia Nacional, reforçando o protagonismo dos povos originários nas discussões sobre ancestralidade, preservação ambiental e futuro.
Durante o evento “Raízes Ancestrais”, realizado na capital mineira, o grupo recebeu da deputada federal Célia Xakriabá uma homenagem como “Embaixadores do Clima”, reconhecimento concedido a artistas que utilizam a arte como instrumento de conscientização ambiental. Para Kelvin Mbaretê, a homenagem representa não apenas a trajetória do grupo, mas também o papel histórico dos povos indígenas na proteção da natureza e dos territórios tradicionais.
Além das apresentações musicais, o Brô MC’s também participou de oficinas e debates voltados ao fortalecimento do hip hop indígena no Brasil. Em Belo Horizonte, a atividade “ALDEIA RAP” reuniu representantes de diferentes povos indígenas em uma experiência coletiva de criação musical, misturando rimas, batidas e línguas originárias. Segundo os integrantes, o rap tem se tornado uma importante ferramenta de fortalecimento identitário, troca cultural e valorização das tradições ancestrais entre os jovens indígenas.

Foto: Assessoria
Com mais de 15 anos de trajetória, o grupo formado por Bruno Veron, Clemerson Batista, Kelvin Mbaretê e CH MC segue levando as línguas guarani e kaiowá para espaços de destaque da cultura nacional e internacional. Após participações em eventos como Grammy Latino, G20, Global Citizen e Rock in Rio, os artistas reforçam que a defesa da cultura indígena também está diretamente ligada à preservação ambiental e ao futuro coletivo.
Por Da redação
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