Levantamento da Conab aponta alta de 2,4% na produção de grãos em relação ao ciclo anterior, com aumento da área cultivada para 83,5 milhões de hectares
A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 deve alcançar 360,8 milhões de toneladas, segundo o 11º Levantamento da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (13) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). A estimativa representa aumento de 2,4% em relação ao ciclo anterior, com 8,5 milhões de toneladas a mais.
O resultado é influenciado principalmente pelo crescimento da área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, alta de 2,1%. Soja, milho e sorgo estão entre as culturas que contribuem para o aumento da área plantada.
A produtividade média nacional deve ficar em 4.322 quilos por hectare, resultado próximo ao registrado na safra 2024/25.
Milho deve alcançar 143 milhões de toneladas
O milho deve registrar produção total de aproximadamente 143 milhões de toneladas na safra 2025/26. A primeira safra tem estimativa de 29,5 milhões de toneladas, enquanto a segunda deve alcançar cerca de 111 milhões de toneladas.
Para a terceira safra, a Conab estima produção de 2,4 milhões de toneladas.
Apesar da perspectiva positiva para a produção total, as condições climáticas prejudicaram o desenvolvimento das lavouras em parte do Nordeste, principalmente no nordeste da Bahia, em Sergipe e em áreas de Alagoas.
Soja chega a 180,5 milhões de toneladas
A produção de soja está estimada em 180,5 milhões de toneladas. Mato Grosso aparece como o maior produtor nacional, com previsão de 51,6 milhões de toneladas.
A Bahia apresenta a maior produtividade média estimada entre os estados, com 4.260 quilos por hectare.
O arroz, por outro lado, deve ter produção de 11,1 milhões de toneladas. Segundo a Conab, a redução está relacionada à diminuição de 14% na área plantada em relação ao ciclo anterior. Mesmo com a queda, o volume previsto deve atender à demanda do mercado interno.
Algodão tem produção estimada em 5,8 milhões de toneladas
Para o algodão, a Conab estima uma produção de aproximadamente 5,8 milhões de toneladas do produto em caroço, equivalente a 4,1 milhões de toneladas de pluma.
A colheita começou em junho e já alcança 43,7% da área destinada à cultura. O percentual está abaixo da média dos últimos cinco anos, mas supera o registrado no mesmo período do ano passado, quando 39% da área havia sido colhida.
De maneira geral, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras de algodão.
Feijão tem queda, mas mantém abastecimento
A produção total de feijão deve ficar próxima de 3 milhões de toneladas, considerando as três safras da leguminosa. O volume representa queda de 3,2% em comparação com a safra 2024/25.
Mesmo com a redução, a Conab avalia que a produção deve garantir o abastecimento do mercado interno.
A primeira safra teve produção estimada em 973,9 mil toneladas. Na segunda safra, cuja colheita está em fase final, a previsão é de 1,3 milhão de toneladas. Já a terceira safra deve alcançar 681 mil toneladas.
Trigo deve recuar 26,2%
Entre os produtos de inverno, o trigo deve registrar produção de 5,8 milhões de toneladas, queda de 26,2% em relação à safra de 2025.
A redução está relacionada principalmente à retração de 20,4% na área cultivada. A semeadura das culturas de inverno já foi finalizada.
Conab atualiza projeções para o milho
O novo levantamento também revisou as projeções para o mercado de milho. A Conab aumentou em 152,2 mil toneladas a estimativa de consumo interno, que passou para 95 milhões de toneladas.
Mesmo com o aumento do consumo projetado, o estoque de passagem do cereal ao final da safra 2025/26 está estimado em 15,58 milhões de toneladas.