No ranking de estados produtores da cultura, Mato Grosso do Sul se posiciona na 4ª posição
Produção de cana-de-açúcar revela concentração regional e polos municipais com produção elevada. Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais concentram 42,5% da produção é o que revela dados proprietários da Serasa Experian, o plantio de cana-de-açúcar disponível para colheita na região Centro-Sul do país representou mais de 8,9 milhões de hectares na safra 2025/26.
Além disso, o mapeamento evidenciou que 12 municípios do Centro-Sul são polos de elevada produção e concentram cerca de 10% do total, em um universo de mais de 800 cidades produtoras. Ou seja, um em cada quatro (25%) dos municípios da região cultivam cana-de-açúcar.
Mato Grosso do Sul consolidando-se como um dos principais polos nacionais de produção de energia limpa e renovável. O Estado é o 4º maior produtor de cana-de-açúcar, 4º maior produtor de etanol, 2º maior produtor de etanol de milho e 5º maior produtor de açúcar do Brasil.
Quando falamos sobre o uso e o potencial das áreas agrícolas nos principais estados produtores vemos que em São Paulo, por exemplo, dos 14,1 milhões de hectares com aptidão agrícola, 36% estão ocupados com cana-de-açúcar. Já em estados como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, que somam entre 13,6 milhões e 20 milhões de hectares aptos, a ocupação com a cultura varia entre 5% e 6%.
“O cenário indica que, embora o Brasil seja o maior produtor e exportador mundial de cana-de-açúcar e um dos líderes em biocombustíveis, ainda existe espaço relevante para a expansão da cultura, especialmente com o aproveitamento de áreas com aptidão agrícola. Com os biocombustíveis voltando ao centro da agenda energética, historicamente impulsionados pela cana, a cultura volta a desempenhar um papel central, agora ao lado do avanço de lavouras como soja e milho”, afirma o gerente executivo de soluções agro da Serasa Experian, Dyego Santos.
Mais de 90% da área de cana no Centro-Sul
Na safra 2025/26, quatro estados concentram 91% da área de cana-de-açúcar mapeada no Centro-Sul. O destaque foi para São Paulo, que liderou com ampla vantagem, respondendo por 57,5% da área cultivada, o equivalente a mais de 5,1 milhões de hectares. O protagonismo do estado também se refletiu na expansão da cultura ao longo das últimas décadas: em 2003, a área disponível para colheita era de 3,35 milhões de hectares, número que chegou a mais de 5 milhões em 2025 — um crescimento de 52,8% no período.
Na sequência, aparecem Goiás (12,3%), Minas Gerais (12,2%) e Mato Grosso do Sul (8,9%), que, juntos, consolidam o avanço da produção fora do eixo paulista. Apesar da relevância crescente, esses estados ainda apresentam menor ocupação das áreas com aptidão agrícola pela cana – entre 5% e 6%, frente a 36% em São Paulo —, o que indica potencial de expansão da cultura, especialmente em regiões do Centro-Oeste e no Triângulo Mineiro.
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