Boi gordo chega a R$ 345 em MS e mercado prevê novas altas em setembro

Imagem Divulgação
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Cotação em Dourados avançou 3% em agosto, enquanto analista aponta possibilidade de valorização da arroba nas próximas semanas 

O preço do boi gordo em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 345 por arroba em Dourados no fim de agosto, alta de 3% em relação aos R$ 335 registrados no encerramento de julho. A valorização ocorreu em um cenário de preços firmes na compra de gado, apesar da acomodação das cotações ao longo do mês.

Segundo o analista da Safras & Mercado Fernando Iglesias, os preços começaram agosto aquecidos, mas perderam força durante as semanas seguintes devido à maior oferta de animais de parceria e ao uso de confinamentos próprios por frigoríficos, principalmente os de maior porte. O movimento contribuiu para a composição das escalas de abate.

Mesmo com essa acomodação, a média de preços nas principais praças pecuárias ficou acima da registrada no fechamento de julho.

Para setembro, a expectativa é de maior possibilidade de alta para a arroba do boi gordo. Entre os fatores apontados por Iglesias está a possibilidade de avanço nas vendas de cortes dianteiros brasileiros aos Estados Unidos, após a flexibilização temporária de tarifas para um volume de até 300 mil toneladas.

O analista, porém, avalia que não há espaço para uma disparada nas cotações. Entre os fatores de cautela está a interrupção dos embarques brasileiros de carne bovina para a União Europeia, relacionada a mudanças nas normas sanitárias sobre o uso de antimicrobianos.

A perspectiva de preços mais elevados também aparece para o fim do ano, quando os frigoríficos devem voltar a buscar negócios para atender à demanda chinesa e preencher a cota de exportação destinada ao Brasil em 2027.

No mercado atacadista, agosto foi marcado por preços de estáveis a mais baixos. A concorrência com outras proteínas, como carne suína e de frango, pressionou o setor.

O quarto dianteiro do boi terminou o mês cotado a R$ 20 por quilo, mesmo valor do fim de julho. Já o quarto traseiro caiu 1,89%, de R$ 26,50 para R$ 26 por quilo.

Para a primeira quinzena de setembro, a expectativa é de melhora nos preços dos cortes dianteiro e traseiro, favorecida pela tradicional elevação do consumo no período de pagamento de salários.

 

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