Balança comercial do agro de MS registra superávit de US$ 802 milhões em maio

Foto: Divulgação
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Soja, carne bovina e celulose lideraram as exportações e garantiram saldo positivo mesmo com a desaceleração sazonal dos embarques do grão 

 

A balança comercial da agropecuária de Mato Grosso do Sul manteve resultado positivo em maio de 2026, com superávit de US$ 802,2 milhões, segundo boletim elaborado pela equipe econômica da Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul). No período, as exportações somaram US$ 993,3 milhões, enquanto as importações alcançaram US$ 191 milhões, mantendo o volume exportado em patamar cinco vezes superior ao das compras internacionais realizadas pelo Estado.

Entre os principais produtos exportados, a soja e seus resíduos seguiram na liderança, respondendo por 44,5% das vendas externas. Na sequência aparecem a carne bovina, com participação de 20,9%, e a celulose, responsável por 18,2% da pauta exportadora sul-mato-grossense.

De acordo com a análise econômica do boletim, o desempenho das exportações já reflete a sazonalidade da soja, com redução gradual dos embarques após o pico da colheita. Ainda assim, a estabilidade das exportações de carne bovina contribuiu para sustentar o resultado positivo da balança comercial do Estado.

“Mesmo com a desaceleração natural das exportações de soja neste período do ano, Mato Grosso do Sul mantém uma balança comercial bastante robusta. O destaque para a importação de células fotovoltaicas demonstra que o Estado acompanha uma tendência global de transição energética, enquanto o forte desempenho das exportações agropecuárias continua garantindo um saldo comercial expressivo e contribuindo para a dinâmica econômica regional”, afirmou o analista de Economia da Aprosoja-MS, Linneu Borges Filho.

Além do desempenho positivo da balança comercial, os indicadores de inflação apresentaram desaceleração em maio. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de 0,58%, enquanto o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) avançou 0,84%, sinalizando maior estabilidade nos custos que impactam a cadeia produtiva. Segundo o boletim, a desaceleração do IGP-M foi influenciada, principalmente, pela acomodação dos preços do petróleo no mercado internacional.

 

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