Empresas de MS são investigadas por lavagem de dinheiro e narcotráfico em operação do RS

Foto: Divulgação
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Nesta quinta-feira (11), a Polícia Civil deflagrou a Operação Apakani com objetivo desarticular uma rede de lavagem de dinheiro vinculada ao narcotráfico estadual e interestadual. Embora a ação aconteça no Rio Grande do Sul, empresas localizadas em Mato Grosso do Sul estão sob investigação referente a participação na organização criminosa, envolvendo distribuição de entorpecentes, movimentação de valores ilícitos e ocultação patrimonial.

Na fase ostensiva da investigação, foram realizados 28 mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária, 58 mandados de busca e apreensão, 58 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e 14 sequestros de veículos. Na fase sigilosa, foram implementadas 71 medidas cautelares investigativas, abrangendo afastamentos de sigilo bancário, fiscal, financeiro e telemático. Até o momento, 26 pessoas foram presas. Foram apreendidos R$ 22.000,00 em espécie e uma arma de fogo.

Além disso, diligências investigatórias foram realizadas em empresas localizadas nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, com apoio das respectivas Polícias Civis. Para o cumprimento das medidas, são empregados 249 policiais civis da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e 50 policiais civis da Polícia Civil de Santa Catarina

Início das investigações

A investigação teve início após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha pela DRLD/DINARC, em 2023, no município de Canoas. No decorrer das apurações, constatou-se que a organização criminosa distribuía cocaína e crack em larga escala no Rio Grande do Sul, mediante operações logísticas interestaduais sofisticadas, incluindo a utilização de imóveis locados em áreas nobres de municípios gaúchos para depósito de entorpecentes e redução do risco de rastreamento.

O total movimentado pela organização criminosa durante a investigação alcançou R$ 21.331.737,72. O modus operandi identificado consistia na lavagem de capitais por meio do sistema financeiro e na inserção de ativos ilícitos na economia formal, especialmente mediante aquisição de veículos, circulação de valores em espécie, integração e mescla de capital espúrio em empresas reais, de fachada e fantasmas.

As movimentações bancárias eram realizadas por meio de dissimulações estruturadas, pulverizações, smurfing, fracionamentos, triangulações, uso de contas de terceiros, contas de passagem, depósitos e saques rápidos, casas lotéricas e caixas eletrônicos.

A complexidade e a sofisticação das dissimulações também envolveram 21 empresas detectadas como operadoras do esquema após análises financeiras, telemáticas e patrimoniais, localizadas nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

 

Com informações da Policia Civil do RS

 

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