A Marinha do Brasil informou que está prestando assistência ao fuzileiro naval de 24 anos que foi baleado na nuca durante o roubo do próprio veículo, na madrugada desta quinta-feira (11), em Corumbá. Em nota oficial, o Comando do 6º Distrito Naval (Com6ºDN) afirmou que acompanha continuamente o estado de saúde da vítima e colabora com as autoridades na investigação do caso, que também envolve outro militar da corporação entre os suspeitos.
O crime ocorreu quando a vítima, lotada no 3º Batalhão de Operações Ribeirinhas, aceitou dar carona a um colega de farda, identificado como Davi Batista Santos, de 21 anos. Segundo o boletim de ocorrência, durante o trajeto, o suspeito sacou uma arma de fogo e anunciou o assalto. Outros dois homens, identificados como Claudio Victor Gutierrez de Lima, de 23 anos, e Clayton Orlando Mendoza Yanez, de 18 anos, também participaram da ação.
Conforme relato da vítima à polícia, o grupo a levou para uma área afastada nos fundos do Residencial Flamboyant III, onde Davi teria efetuado um disparo na região da nuca. Mesmo ferido, o militar conseguiu buscar ajuda e foi encaminhado à UPA Guatós. Exames apontaram que o projétil ficou alojado na cabeça. Apesar da gravidade do ferimento, ele permaneceu consciente durante o atendimento e foi posteriormente transferido para a Santa Casa de Corumbá.
Em nota, a Marinha destacou que tomou conhecimento da ocorrência e que todos os meios disponíveis do Comando do 6º Distrito Naval foram mobilizados para prestar apoio ao militar ferido. A instituição ressaltou ainda que a situação de saúde da vítima está sendo monitorada de forma permanente.
A corporação também confirmou ter ciência do relato apresentado às forças de segurança sobre o possível envolvimento de outro fuzileiro naval no crime. Segundo a nota, o Comando do 6º Distrito Naval está colaborando com os órgãos responsáveis pela investigação e com a Justiça competente para garantir a correta apuração dos fatos.
Após receber as informações da vítima, equipes policiais iniciaram buscas e localizaram Davi em uma lanchonete na cidade de Ladário. Com ele, foram apreendidos um revólver calibre .22, munições, drogas e diversos objetos. Já o veículo roubado foi recuperado no Posto Fiscal Esdras, próximo à fronteira com a Bolívia, onde os outros dois suspeitos foram encontrados e presos.
De acordo com a investigação, Claudio e Clayton afirmaram que receberiam R$ 1 mil cada para participar da ação criminosa. Eles também relataram que o plano inicial era apenas render e amarrar a vítima para levar o veículo à Bolívia, mas que Davi teria decidido atirar contra o colega de farda por conta própria.
Os três suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Corumbá, onde tiveram a prisão em flagrante ratificada. Eles responderão, inicialmente, pelos crimes de tentativa de homicídio, roubo, porte ilegal de arma de fogo, associação criminosa e resistência. Enquanto as investigações prosseguem, a Marinha mantém o acompanhamento do caso e o suporte ao militar ferido.
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