Bope deflagra Operação Malleus contra membros de facções criminosas em cinco cidades de MS
Durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (1º), na sede do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), o tenente-coronel Rigoberto Rocha Silva afirmou que a Operação Malleus integra uma estratégia permanente da Polícia Militar para localizar e prender foragidos da Justiça. Segundo ele, a ação faz parte da rotina operacional do Bope, que atua de forma coordenada com outras unidades da corporação no enfrentamento às facções criminosas.
O comandante destacou que a Polícia Militar cumpriu 1.837 mandados de prisão nos cinco primeiros meses deste ano em Mato Grosso do Sul. “Neste ano foram retirados de circulação, cumprindo mandados de prisão, 1.837 criminosos. A Polícia Militar é quem mais retira de circulação um número significativo de pessoas procuradas pela Justiça”, afirmou.
Rigoberto também avaliou que, embora haja atuação de integrantes de facções no Estado, o cenário sul-mato-grossense é diferente do observado em outras regiões do país onde esses grupos exercem maior influência. “A situação do Mato Grosso do Sul é muito tranquila quando você fala de crime organizado. A força da Polícia Militar e a força do Bope fazem frente a esse tipo de criminoso”, declarou.
Facções na mira
A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul deflagrou na madrugada desta segunda-feira (1º) a Operação Malleus, uma ofensiva de alta complexidade voltada ao combate de facções criminosas com atuação no Estado. A ação, coordenada pelo Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), mobilizou equipes simultaneamente em Campo Grande, Corumbá, Rochedo, Água Clara e Coxim para o cumprimento de mandados judiciais de prisão.
De acordo com o balanço divulgado pela corporação, cinco pessoas foram presas, sendo duas em Campo Grande, duas em Corumbá e uma em Água Clara. Todos os detidos possuíam mandados de prisão em aberto expedidos pela Justiça.
Entre os presos estão investigados por crimes como tráfico de drogas, homicídio, roubo, lesão corporal, violência doméstica, estupro de vulnerável e participação em organizações criminosas. Segundo a Polícia Militar, os alvos possuíam diferentes passagens criminais e eram considerados integrantes ou colaboradores de facções com atuação no Estado.
Planejada sob absoluto sigilo, a Operação Malleus foi estruturada para cumprir mandados judiciais contra integrantes de facções criminosas investigados por envolvimento com tráfico de drogas.
O nome da operação faz referência à palavra latina malleus, que significa “martelo”. Segundo a Polícia Militar, a denominação simboliza a força da atuação estatal contra estruturas criminosas, representando o “martelo da lei” sobre organizações que atuam paralelamente ao poder público.
Operação de alto risco
Por envolver alvos considerados de alta periculosidade, a operação contou com a atuação direta do Bope, responsável por garantir a segurança das incursões táticas, realizar entradas em imóveis e reduzir riscos de confrontos durante o cumprimento das ordens judiciais.
Segundo Rigoberto, todos os presos foram localizados após um trabalho prévio de monitoramento e levantamento de informações realizado pela unidade especializada. Nenhum dos alvos resistiu à prisão e não houve apreensões em flagrante durante a operação.
Desde as primeiras horas da manhã, equipes realizaram cercos, abordagens e buscas em diferentes localidades.
Segundo a PM, a Operação Malleus integra uma estratégia permanente de enfrentamento às facções criminosas em Mato Grosso do Sul, utilizando ações de inteligência e emprego de tropas especializadas para desarticular a logística e a atuação desses grupos no Estado.
Por Geane Beserra e Biel Gill
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