Um ano depois de cometer duplo feminicídio, João Augusto Borges, de 22 anos, está sendo julgado pelo crime que ganhou grande repercussão em Campo Grande. Vanessa Eugênio Medeiros e a filha, Sophie Eugênia Borges, de apenas 10 meses, foram mortas e carbonizadas em maio do ano passado. Os corpos foram encontrados na região do Indubrasil, em Campo Grande.
Antes de dar início ao julgamento, a defesa solicitou requerimento para que o juiz Aluizio Pereira dos Santos retirasse a carta que dá voz a Sophie, como se tivesse sido escrita pela criança e endereçada ao pai.
Em segundo requerimento, foi pedido que ele fosse avaliado por psiquiatra, exame que foi indeferido durante o processo.
Diante dos pedidos, a promotora Luciana do Amaral Rabelo não se opôs, mas relembrou que não foi constatado traço de insanidade do réu durante o processo.
À imprensa, o advogado de defesa Renato Franco, afirmou que a estratégia no julgamento será tentar adequar a acusação à conduta praticada pelo réu, buscando uma pena que de fato seja proporcional ao crime.
“Nossa linha defensiva é fazer com que a conduta seja adequada à norma correspondente”, defendeu. A intenção, conforme ele, é “retirar o que está além para que ele receba, portanto, uma pena correspondente ao fato”, reforçou.
Os pais de João Augusto e familiares de Vanessa também acompanham o julgamento.
Carta da voz a Sophie
O texto é endereçado ao pai e companheiro das vítimas, João Augusto Borges de Almeida, assassino confesso.
A carta, dá voz à bebê que teve a vida interrompida aos dez meses, escrita por uma familiar.
A carta ressalta que as avós nunca verão a bebê correr pela casa ou cantar parabéns em seu primeiro aniversário, mas Sophie teve a vida interrompida antes disso.
O julgamento deve seguir ao longo do dia.