Mário Frias e produtora negam uso de dinheiro de banqueiro em filme sobre Bolsonaro

Imagem de divulgação do filme "Dark Horse", que teria recebido dinheiro de Vorcaro/ - Foto: reprodução
Imagem de divulgação do filme "Dark Horse", que teria recebido dinheiro de Vorcaro/ - Foto: reprodução

A produtora Go Up Entertainment e o deputado federal Mário Frias negaram que recursos do banqueiro Daniel Vorcaro tenham sido utilizados para financiar o filme “Dark Horse”, produção que retratará a ascensão do ex-presidente Jair Bolsonaro à Presidência da República. A negativa ocorre após reportagem divulgada pelo Intercept Brasil apontar que Vorcaro teria repassado ao menos R$ 61 milhões de um total de R$ 134 milhões prometidos para custear a obra, prevista para estrear em setembro.

Segundo a publicação, o senador Flávio Bolsonaro manteve contato frequente com Vorcaro entre dezembro de 2024 e novembro de 2025 para tratar do financiamento do longa. Áudios e mensagens divulgados mostram o parlamentar cobrando o envio de recursos e organizando encontros com o banqueiro, a quem chamava de “irmão”. Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio confirmou que buscou investidores para o projeto, mas afirmou que a negociação envolvia recursos privados e não houve qualquer ilegalidade ou favorecimento ilícito.

Em nota, a Go Up Entertainment declarou que não recebeu “nenhum centavo” de Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de empresas ligadas ao banqueiro. A produtora afirmou ainda que possui mais de uma dezena de investidores privados e que os financiadores da obra estão protegidos por acordos de confidencialidade previstos na legislação norte-americana. “Conversas, apresentações de projeto ou tratativas eventualmente mantidas com potenciais apoiadores e empresários não configuram, por si só, efetivação de investimento”, destacou a empresa. Já Mário Frias afirmou que a participação de Flávio Bolsonaro se limitou à cessão dos direitos autorais da família Bolsonaro e à busca por investidores interessados no projeto.

O filme será estrelado pelo ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo no filme The Passion of the Christ. Conforme a investigação divulgada pelo Intercept, parte dos repasses teria sido realizada por meio da empresa Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos. A reportagem também aponta movimentações financeiras envolvendo empresas e intermediários ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, além de registros identificados em declarações de Imposto de Renda e documentos societários analisados pelas autoridades.

 

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