Adoção entrelaça histórias e realiza sonho da maternidade

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Mãe de um menino de três anos, ela agradece à mulher que gerou o bebê e o entregou por amor

Com o sonho de ser mãe e dificuldades para engravidar, a policial penal Carolina Tinoco Machado Lenz, de 48 anos, não desistiu e, por meio da adoção, recebeu a notícia de que o momento havia chegado.

Desde os 27 anos, ela soube de que teria dificuldade para engravidar. Ainda assim, manteve viva a ideia de realizar o sonho.

Quando conheceu o marido, aos 32 anos, conta que expôs a situação durante o namoro e recebeu apoio. O casal conversou muito sobre adoção.

“Norteamos nossa vida nisso, na nossa estabilidade e no momento oportuno de entrarmos com o processo de adoção. Entramos com o processo de adoção em outubro de 2021”, pontuou.

O casal iniciou as visitas, fez o curso e, em julho, já estava habilitado, ou seja, entrou na fila de adoção, chegando inclusive a fazer um ensaio fotográfico à espera do bebê.

 

“Eu já me sentia grávida. É uma espera que eu chamava de doce espera.”

“Presente de Deus”

No dia 23 de janeiro, o marido de Carolina recebeu um telefonema que mudaria a vida do casal.

Durante a ligação, eles foram informados de que havia um bebê, que, a pedido da mãe, terá o nome preservado, nascido no em dezembro. Os dois receberam o convite para conhecê-lo.

“A bolsa estourou”

Carolina estava trabalhando e conta que, no coração, já se sentia grávida. O esposo pediu que ela fosse até o local onde ele trabalhava, pois havia algo importante para contar. Inicialmente, ela pensou se tratar de uma notícia ruim.

“Eu pensei que alguém tinha morrido. Quando cheguei lá, ele falou: ‘Amor, sua bolsa estourou, tem um bebê para nós’. Choramos de alegria.”

No dia seguinte, eles foram conhecer o filho, sendo recebidos e acompanhados pela psicóloga.

“Foi amor à primeira vista. É muito extraordinário ser mãe. Eu passei por todo o puerpério, amamentei ele, e foi e é a melhor coisa do mundo. Ser mãe é meu complemento. Existe uma Carolina antes e depois de ser mãe.”

Ela relata que nunca questionou o fato de não ter gestado o bebê e acredita que gerou o filho no coração. A experiência positiva fez o casal entrar com outro processo de adoção e agora eles esperam dar uma irmãzinha ao filho, que hoje tem 3 anos.

“E eu quero falar também do outro lado. Eu sou muito grata à mãe biológica do meu filho, que o entregou por amor. Quero muito que ele tenha respeito por ela e, de alguma forma, ame essa mãe biológica, porque ela o amou. E entregou ele por amor. A minha história se entrelaça com a história de outra mãe. Por amor, ela me deu o maior presente da minha vida.”

Carolina ressalta que os processos de adoção são conduzidos de acordo com as particularidades de cada família. Segundo ela, o fato de não terem imposto restrições quanto ao gênero, aceitarem crianças com doenças tratáveis e até grupos de irmãos pode ter acelerado o processo.

 

 

 

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