O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta quarta-feira (6) rumo aos Estados Unidos, onde terá um encontro com o presidente Donald Trump, previsto para quinta-feira (7), em Washington. A informação foi confirmada por fontes do Palácio do Planalto.
A reunião entre os chefes de Estado havia sido inicialmente marcada para março, mas acabou adiada em razão da guerra no Irã. Agora, com a nova data definida pela Casa Branca, o governo brasileiro trabalha para fechar a comitiva que acompanhará Lula na viagem.
Entre os nomes já confirmados está o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Também devem integrar a delegação, a depender de ajustes de agenda, os ministros Márcio Elias Rosa, Wellington Lima e Silva e André de Paula.
De acordo com a assessoria internacional da Presidência, a pauta bilateral entre Brasil e Estados Unidos está “represada”, reunindo uma série de temas pendentes desde o último encontro entre Lula e Trump, realizado na Malásia, em outubro do ano passado. Entre os principais assuntos estão as relações comerciais, especialmente no contexto de tarifas, e impasses diplomáticos recentes.
Um dos episódios que devem entrar na discussão envolve a detenção, posteriormente revertida, do ex-deputado federal Alexandre Ramagem. O caso gerou atritos entre os países e culminou na expulsão do delegado brasileiro Marcelo Ivo pelos Estados Unidos. Em resposta, o Brasil cassou o visto de um agente norte-americano que atuava junto à Polícia Federal.
Diante da possibilidade de o tema ser abordado, a expectativa é de que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também participe da comitiva presidencial, como já ocorre em outras viagens internacionais.
Outro ponto sensível na agenda é a intenção dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), como organizações terroristas. A medida poderia abrir caminho para ações mais incisivas por parte do governo norte-americano.
Para evitar o agravamento da situação, o governo brasileiro pretende apresentar à Casa Branca um conjunto de medidas adotadas no combate ao crime organizado, na tentativa de reduzir tensões e afastar qualquer possibilidade de interferência externa.
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