Com 14 mortes, Mato Grosso do Sul ultrapassa 5,2 mil casos confirmados de chikungunya em 2026

Foto: Arquivo/Agência Brasil
Foto: Arquivo/Agência Brasil

Mato Grosso do Sul já soma 5.214 casos confirmados de chikungunya em 2026, além de 8.894 casos prováveis, conforme o boletim epidemiológico da 16ª semana divulgado nesta quarta-feira (30) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde). O levantamento também confirma 14 mortes provocadas pela doença no Estado.

Os óbitos foram registrados nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim e Fátima do Sul. Segundo a Secretaria, a maioria das vítimas apresentava comorbidades, fator que pode agravar o quadro clínico da infecção. Outros dois óbitos seguem em investigação.

O boletim ainda acende alerta para casos entre gestantes. Ao todo, 52 mulheres grávidas tiveram diagnóstico confirmado da doença no Estado, grupo que exige acompanhamento mais rigoroso devido aos riscos para mãe e bebê.

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya provoca sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações, dores musculares, manchas vermelhas na pele e cansaço extremo. Em alguns pacientes, as dores articulares podem persistir por meses, comprometendo a qualidade de vida.

Dengue tem menor incidência recente e segue sem mortes

O boletim também traz dados atualizados sobre a dengue. Atualmente, o Estado registra 4.779 casos prováveis e 655 confirmações, sem óbitos até o momento.

Nos últimos 14 dias, municípios como Nioaque, Pedro Gomes, Santa Rita do Pardo, Corumbá, Amambai, Ladário, Chapadão do Sul e Três Lagoas apresentaram baixa incidência de casos confirmados, indicando redução na circulação do vírus nessas localidades.

Vacinação e prevenção

Em relação à vacinação contra a dengue, a SES informa que 223.322 doses já foram aplicadas. Ao todo, o Estado recebeu 241.030 imunizantes enviados pelo Ministério da Saúde.

O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de três meses, e é destinado a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, faixa considerada prioritária por concentrar maior número de hospitalizações.

A Secretaria reforça que a principal forma de prevenção continua sendo o combate ao mosquito, com a eliminação de criadouros, evitando água parada em recipientes como pneus, garrafas, vasos de plantas e caixas d’água abertas.

Outro alerta importante é evitar a automedicação. Em caso de sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.

 

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