Convênio mira reduzir judicialização e atender 614 mães atípicas em Campo Grande

Foto: Divulgação/PrefCG
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Parceria com a Maternidade Cândido Mariano prevê repasse mensal e amplia atendimento na Capital

A Prefeitura de Campo Grande assinou, nesta terça-feira (28), um convênio com a Maternidade Cândido Mariano para ampliar o atendimento a mães atípicas na Capital. O acordo prevê repasse mensal à instituição e integra um novo modelo estruturado pelo município para dar mais agilidade e organização à demanda.

A proposta é acelerar a entrega de fraldas e dietas especiais, além de qualificar o atendimento de crianças de 0 a 12 anos. Após essa faixa etária, o acompanhamento segue pelo Nama (Núcleo de Apoio às Mães Atípicas), criado em outubro de 2025 dentro da Secretaria Municipal de Saúde.

Durante a assinatura, a prefeita Adriane Lopes afirmou que a iniciativa busca enfrentar um problema histórico com uma solução estruturada. “Buscamos referências no país e não encontramos um modelo como este. Estamos construindo uma solução com responsabilidade na aplicação do recurso público e com o apoio dos órgãos de controle”, disse.

A maternidade passa a integrar diretamente a rede de atendimento, com equipes multiprofissionais formadas por assistentes sociais, psicólogos e pediatras. Para o diretor-presidente da unidade, Daniel Gonçalves de Miranda, o convênio amplia uma atuação já existente. “O objetivo é contribuir com o que já está sendo feito, ampliando o acolhimento dessas famílias com uma equipe multidisciplinar”, afirmou.

Dados do Nama indicam que, até dezembro de 2025, foram identificados 614 casos de mães atípicas entre mais de 4,4 mil processos judiciais ativos relacionados principalmente ao fornecimento de fraldas e dietas. A prefeitura também iniciou um censo para mapear essas famílias e orientar melhor a aplicação dos recursos públicos.

A defensora pública Eni Maria Sezerino Diniz, coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde da DPMS, destacou que a iniciativa busca organizar o fluxo de atendimento e reduzir a judicialização. “Foi uma construção coletiva, porque não é uma situação que se resolve de forma isolada”, pontuou.

Segundo a gestão municipal, o modelo também fortalece a integração entre áreas da saúde e assistência social, com foco na primeira infância e no acompanhamento contínuo das famílias.

O cadastramento segue aberto e pode ser feito pelo telefone (67) 99179-5948, canal utilizado para inscrição e acesso aos serviços oferecidos.

 

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