Levantamento revela que o preço do café varia mais de R$ 10 entre estabelecimentos na Capital
Entre os produtos essenciais, como arroz e feijão, nota-se uma oscilação moderada. O arroz de 5kg, por exemplo, varia de cerca de R$ 14,89 a R$ 17,95, indicando que, embora seja um item básico, ainda há margem para economia dependendo do local de compra. Já o feijão apresenta diferença menor, mas ainda significativa, reforçando a importância de pesquisar antes de consumir.
No grupo de mercearia, itens como óleo, açúcar e café demonstram discrepâncias mais acentuadas. O café, especialmente, chama atenção: enquanto em alguns estabelecimentos o valor gira em torno de R$ 25,89, em outros ultrapassa R$ 35,99. Essa variação evidencia como produtos não perecíveis podem sofrer influência de fatores como marca, logística e política de preços de cada rede.
Os produtos de limpeza e higiene também apresentam diferenças consideráveis. O sabão em pó, por exemplo, varia de aproximadamente R$ 17,90 a R$ 29,35, enquanto o creme dental e o sabonete mostram oscilações menores, porém ainda relevantes para o consumidor que busca economia em compras mensais. Esses itens, apesar de não serem alimentícios, compõem parte essencial da cesta básica ampliada e impactam o custo total.
Já no setor de hortifrúti, as variações são ainda mais expressivas. Produtos como tomate, alho e banana apresentam diferenças significativas entre os mercados. O alho, por exemplo, chega a variar de cerca de R$ 16,90 a quase R$ 29,90 o quilo, mostrando grande sensibilidade a fatores como oferta e sazonalidade. O tomate também apresenta ampla oscilação, refletindo características típicas de produtos perecíveis.
As proteínas, como frango, coxão mole e paleta suína, seguem a mesma tendência de variação. O preço do coxão mole, por exemplo, apresenta uma diferença expressiva entre os estabelecimentos, podendo ultrapassar R$ 10 por quilo entre o menor e o maior valor. Isso evidencia o peso desses itens no orçamento familiar, especialmente em períodos de inflação alimentar.
Os dados mostram que o consumidor que não realiza pesquisa pode acabar pagando significativamente mais caro pela mesma cesta de produtos. A diferença acumulada entre os estabelecimentos pode representar um impacto relevante no custo final da compra. Assim, a pesquisa de preços se consolida como uma ferramenta fundamental para o planejamento financeiro das famílias, sobretudo em um cenário econômico de constantes variações.
Suzi Jarde