Aumento na conta de luz exige ajustes no consumo e planejamento do orçamento, diz especialista

Redução do ICMS
Foto: Arquivo/Governo de MS

Segundo educadora financeira, medidas no dia a dia e organização do uso de energia ajudam a reduzir impacto do reajuste de 12,11% em MS

O reajuste de 12,11% na tarifa de energia elétrica em Mato Grosso do Sul, em vigor após aprovação recente, tem impacto direto no orçamento das famílias e exige reorganização dos gastos domésticos. A avaliação é da educadora financeira Sabrina Mestieri, que destaca que o consumidor não consegue evitar o aumento, mas pode reduzir seus efeitos por meio de mudanças no consumo.

“O reajuste da energia impacta diretamente o orçamento das famílias, porque é um custo fixo e difícil de substituir. Mas o consumidor pode adotar medidas práticas para reduzir esse impacto”, afirmou.

Entre os principais pontos de atenção estão os equipamentos de maior consumo, como chuveiro elétrico e ar-condicionado. Segundo a especialista, pequenas mudanças de hábito podem gerar diferença no valor final da conta.

“No caso do ar-condicionado, o ideal é manter entre 23 °C e 25 °C. Primeiro se resfria o ambiente e depois se mantém nessa faixa. Já o chuveiro exige redução do tempo de banho”, explicou.

Ela também orienta o uso mais racional dos eletrodomésticos, com a concentração de atividades como lavagem de roupas e passar roupa em períodos específicos, o que evita consumo disperso ao longo do dia. O aproveitamento da luz natural também entra como estratégia de economia.

Para quem tem condições de investimento, equipamentos com selo Procel A tendem a apresentar menor consumo de energia no médio prazo. Outra alternativa citada é a adesão a sistemas de energia solar por assinatura, que não exigem instalação de placas solares, mas permitem redução na fatura.

“Acompanhar o consumo mensal e incluir a conta de energia no planejamento financeiro é fundamental. O consumidor não evita o aumento da tarifa, mas pode reduzir o consumo e isso faz diferença no bolso”, disse.

O reajuste foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e atinge cerca de 1,7 milhão de unidades consumidoras no Estado, com variação conforme o perfil de consumo.

Conforme já noticiado pelo O Estado, os índices são de 11,75% para residências, 12,45% para consumidores rurais e 12,39% para alta tensão, como indústrias.

A energia consumida desde a aprovação já passa a ser calculada com a nova tarifa, com impacto sendo percebido conforme o ciclo de leitura de cada unidade consumidora, segundo o Conselho de Consumidores da área de concessão da Energisa.

Maiores alta do Centro-Oeste

Os reajustes tarifários, aprovados pela Aneel é referente a oito distribuidoras de energia que atuam em nove estados, com impacto sobre a conta de luz quase 50 milhões de pessoas.

No Centro-Oeste, a Energisa, do Mato Grosso do Sul, teve um dos maiores aumentos de 12,1%, enquanto a de Mato Grosso, ficou em 6,86%.

O preço da energia é uma das principais preocupações do atual governo, uma vez que um aumento no custo pode afetar negativamente a aprovação de sua gestão durante a corrida eleitoral de 2026 —ainda mais diante do crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto.

O Executivo avaliou propor um empréstimo de até R$ 7 bilhões para as distribuidoras, via BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), como forma de reduzir o impacto dos reajustes sobre a conta de luz, mas a ideia não avançou.

A projeção da Aneel é que o reajuste médio seja de 8%, quase o dobro da inflação projetada para o ano —o efeito disso no custo da energia varia de região para região, de acordo com a empresa que presta o serviço.

Por Djeneffer Cordoba

 

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