Após temporal, casal está há cinco dias sem energia elétrica em Campo Grande

Árvora atingiu o muro, a residência e veículos, na tarde de domingo (19) - Foto: Nilson Figueiredo
Árvora atingiu o muro, a residência e veículos, na tarde de domingo (19) - Foto: Nilson Figueiredo

Árvore caída em muro na Vila Jacy foi retirada após apelo de moradores que estão impedidos de sair de casa

Após o temporal do último domingo (19), que deixou um rastro de destruição em diversos bairros de Campo Grande, um casal que mora em uma casa localizada na Avenida Ernesto Geisel, na Vila Jacy, está sem energia elétrica há cinco dias. Os dois têm condições delicadas de saúde e, até a tarde desta quinta-feira (23), estavam trancados em casa em decorrência da queda de uma árvore sobre o portão da casa.

À reportagem do jornal O Estado, a dona de casa Senir de Souza Silva, de 39 anos, relatou que havia uma árvore de grande porte em frente à sua casa que acabou caindo sobre parte do portão e do muro por causa do vendaval, deixando ela e o esposo, Ivando Pereira de Souza, de 62 anos, impedidos de sair ou entrar em casa.

A Defesa Civil realizou a retirada da árvore ontem (23), liberando a passagem pelo portão, no entanto, a residência segue sem eletricidade. A mulher contou que, embora já tenha acionado a concessionária Energisa, o pedido de religação da luz ainda não foi feito, porque o padrão acabou estourando com o baque da árvore.

“A árvore caiu e a varanda que tinha aqui foi toda pro chão. Também estragou o portão. Ligamos para prefeitura, para o Corpo de Bombeiros e para a Energisa, mas eles demoraram para vir aqui”, lamentou.

O temporal também deixou a mulher, que faz uso de remédio psiquiátrico, com trauma e medo, que a impedem de dormir.

“Eu não estou conseguindo dormir e fiquei com trauma, porque eu penso que tudo vai desabar. Foi muito forte e eu fico com isso na cabeça e não durmo”, contou.

Por sua vez, Ivando Pereira, tem pedras nos rins e trata uma paralisia que afeta suas pernas.

Na segunda-feira (20), um dia após o acidente, ele conversou pela primeira vez com a reportagem do O Estado quando relatou que além da casa, veículos da família também foram atingidos pela árvore.

“Ligamos para o Corpo de Bombeiros, eles vieram duas vezes, mas não podem fazer nada por causa dos fios. Também liguei para a Energisa, mas nem fui atendido”, relata.

Ainda de acordo com o aposentado, antes da tragédia, já havia solicitado a remoção da árvore, mas não foi atendido, inclusive houve demora para a retirada após a queda.

“Eu já pedi várias vezes a remoção dessa árvore e a resposta foi de que, se eu cortasse por conta própria, seria multado. Agora aconteceu isso. Infelizmente, a gente, enquanto cidadão, vive corretamente, paga seus impostos e, quando precisa ser atendido, acontece isso”, desabafa.

A Energisa foi acionada pela reportagem e não respondeu até o fechamento desta edição.

Por Ana Clara Julião

 

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