Consumo em supermercados cresce 1,92 no primeiro trimestre de 2026

Foto: Agência Brasil
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Março concentra alta mensal de 6,21% e avanço de 3,20% na comparação anual

O movimento nos supermercados ganhou força em março e impulsionou o resultado do primeiro trimestre de 2026. No período, o consumo das famílias registrou crescimento de 1,92%, de acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira (23) pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados), com dados corrigidos pela inflação.

Somente em março, o aumento foi de 6,21% em relação a fevereiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a variação positiva chegou a 3,20%.

A entidade atribui o desempenho a fatores como a antecipação das compras de Páscoa, comemorada no início de abril, além do impacto do calendário, já que fevereiro tem menos dias. Também houve influência da entrada de recursos na economia, com destaque para o pagamento de benefícios sociais e trabalhistas.

Entre esses repasses, o Bolsa Família atendeu 18,73 milhões de famílias, com R$12,77 bilhões distribuídos. Já o Pis/Pasep injetou cerca de R$2,5 bilhões no período.

Enquanto o consumo aumentou, os preços dos produtos básicos também apresentaram elevação. O indicador que acompanha uma cesta de itens de grande consumo apontou alta de 2,20% em março, elevando o valor médio para R$820,54.

No Centro-Oeste, a variação foi menor, mas também positiva: 1,83%, com a cesta passando de R$753,20 para R$766,96.

Entre os alimentos básicos, o feijão teve a maior alta no mês, seguido pelo leite longa vida. No acumulado do trimestre, ambos mantêm variações expressivas. Outros itens, como massa de espaguete, margarina e farinha de mandioca, também registraram aumento.

Por outro lado, houve recuo nos preços de produtos como açúcar, café, óleo de soja, arroz e farinha de trigo.

No grupo das proteínas, os ovos e a carne bovina apresentaram aumento, enquanto frango congelado e pernil tiveram queda. Já entre os alimentos in natura, tomate, cebola e batata concentraram as maiores elevações, influenciadas por fatores sazonais.

Entre as regiões, o Nordeste liderou a alta em março, seguido por Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte.

 

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