Pré-candidatos tratam escolha de suplentes como etapa ‘estratégica’

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. 

Em discurso na tribuna, senador Aécio Neves (PSDB-MG). 

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Em discurso na tribuna, senador Aécio Neves (PSDB-MG). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A definição dos suplentes ao Senado já entrou no radar das articulações políticas em Mato Grosso do Sul e começa a ser tratada como peça estratégica na formação das chapas para a disputa eleitoral.

No campo da direita, o senador Nelsinho Trad (PSD) avalia que a definição dos suplentes ocorre apenas na etapa final da construção das candidaturas. Ele elencou critérios considerados essenciais para a escolha. “A escolha do suplente é a última fase a ser definida nas questões das candidaturas. Invariavelmente tem que prestar atenção em alguns fatores que são, na minha avaliação, imprescindíveis para a determinação dessa escolha”, afirmou.

Entre os pontos destacados por Nelsinho estão alinhamento ideológico, representatividade regional e trajetória política. “Primeiro, a questão da coerência ideológica que o escolhido tem que ter para com o titular. Segundo, a questão da representatividade política da região. E a terceira, a questão da credibilidade e da história de serviço prestado”, completou.

O senador também ressaltou ter autonomia para conduzir as definições dentro do partido. “O nosso partido já nos afiançou total liberdade para condução dos destinos da nossa aliança por aqui no Estado, quanto da escolha dos suplentes”, disse.

Entre os pré-candidatos, o deputado federal Vander Loubet (PT) afirmou que ainda não definiu nomes para compor sua suplência, mas confirmou que já iniciou conversas. “Ainda não defini os nomes”, disse. Segundo ele, o processo já está em andamento. “Sim, já estamos dialogando com algumas pessoas”.

O parlamentar defende que a escolha deve priorizar critérios políticos, com foco na representatividade. “Perfis mais técnicos são mais interessantes para o Executivo. Para o Parlamento é importante contar com nomes que possam agregar na questão da representatividade”, afirmou.

Vander também indicou que pretende equilibrar a composição, abrindo espaço tanto para aliados quanto para novos nomes. “Com certeza há esse espaço, até porque são dois suplentes. Eu vejo como possível e necessário equilibrar essas escolhas”, disse. Ele ainda destacou que pretende ouvir o partido antes de bater o martelo. “Com certeza quero e vou ouvir o PT, apesar de ver esse tipo de escolha como algo que passa muito pela percepção e pelas relações do candidato.”

Já no PL, a discussão ainda está em fase anterior. O ex-governador Reinaldo Azambuja, principal nome da sigla ao Senado, afirmou que a escolha dos suplentes será tratada apenas após a definição completa da chapa. “Nós só vamos discutir as suplências mais pra frente, falando com os partidos aliados”, declarou.

Nos bastidores, a definição das vagas ao Senado e de seus suplentes envolve também a composição da base aliada do governador Eduardo Riedel (PP), que reúne partidos como União Progressista, MDB e PSDB. O número limitado de candidaturas competitivas eleva o peso das negociações internas e torna a escolha dos suplentes um elemento central na estratégia eleitoral.

 

Danielly Carvalho

 

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