Flávio invoca Bolsonaro e diz que pai decidirá disputa ao Senado

Flávio Bolsonaro na abertura da 86ª Expogrande (Foto: Roberta Martins)
Flávio Bolsonaro na abertura da 86ª Expogrande (Foto: Roberta Martins)

Em agenda na Expogrande, senador falou de articulação e elogiou Tereza Crisitina

Na abertura da Expogrande, em Campo Grande, na quinta-feira (9), o pré-candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, destacou que a visita ao Estado teve foco no fortalecimento do agronegócio e no diálogo com o setor produtivo, além do encontro político com aliados. Na oportunidade ele comentou o cenário partidário e o fato de seu partido ter ao menos quatro nomes para pré-candidato ao Senado e deixou claro que a palavra final será do ex-presidente Bolsonaro.

Questionado sobre a carta descrita por Jair Bolsonaro dando preferência ao deputado federal, Marcos Pollon, Flávio amanizou. “Ele não sabia desse nosso acordo anterior [com Reinaldo]”.

“Nós fizemos várias articulações, o PL já manifestou publicamente o apoio à reeleição do nosso pré-candidato ao governo, o Riedel. Uma das vagas do PL, a pré-candidato ao Senado é o Reinaldo Azambuja e a outra vaga, como o próprio presidente colocou lá atrás, nós vamos fazer uma pesquisa mais para frente e quem tiver melhor colocado é que nós vamos decidir pelo apoio à pré-candidatura ao Senado na segunda vaga […] E se tiver que ser o Pollon vai ser o Pollon, se tiver que ser o Contar vai ser o Contar. A palavra final do presidente Bolsonaro”, declarou.

Sobre a chapa presidencial, no qual Valdemar da Costa Neto continuamente cita a possibilidade de encaixar a senadora Tereza Crisitna, o pré-candidato falou que é “um sonho de consumo”, segundo flávio, há admiração, mas o vice dependerá de articulações. “A questão de vice vai ser só muito mais lá para frente. Eu até brinquei com ela, eu chamo ela de ‘vozinha’, porque ela é muito parecida com a minha avó, é aparentemente, uma forma carinhosa de chamar alguém que eu respeito demais. Para mim é uma das maiores referências no mundo do agro que o Brasil tem. Nós tivemos o privilégio de tê-la como ministra do governo Bolsonaro e vamos mais para frente pensar com calma, não tem agora como antecipar nada, mas eu fico muito feliz de a gente poder tê-la entre as possibilidades”, afirmou.

O senador se reúne nesta sexta-feira (10) com pré-candidatos do PL e aliados na sede do partido em Mato Grosso do Sul. “A gente vai trazer esperança para todo o povo brasileiro de novo. Vamos fazer o país prosperar junto com todo mundo, rico, pobre e classe média. É Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”, finalizou, citando o lema do pai.

Durante a abertura da Expogrande, em Campo Grande, a senadora Tereza Cristina defendeu que o país adote políticas públicas estruturantes e criticou medidas com viés eleitoreiro. Ao falar sobre o cenário nacional, ela afirmou que o Brasil precisa de responsabilidade na condução econômica e social, especialmente com foco no fortalecimento do setor produtivo.

“Que esse Brasil não tenha coisas eleitoreiras, mas políticas públicas sociais. Eu tenho certeza de que o nosso próximo presidente fará, mas fará de uma maneira correta. Não entregando e dando um peixe, ele vai ensinar a pescar, e é isso que nós precisamos. Responsabilidade, claro. É isso que o Brasil espera de todos nós da direita. É isso que o Brasil espera de quem vai voltar, se Deus quiser, para os próximos quatro anos, para continuar a época de prosperidade que foi quebrada. Esses quatro anos são anos de retrocesso. Para o agro, eu nem preciso dizer”, declarou.

Crescimento

O PL cresceu e ganhou espaço na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul após o fechamento da janela partidária, reunindo a maior bancada da Casa, com seis deputados estaduais. A legenda ganhou protagonismo no novo cenário político ao atrair parlamentares de diferentes siglas.

O período de trocas, encerrado na última semana, provocou uma reconfiguração significativa entre os parlamentares, e o PL foi o principal destino dessas movimentações. Ao todo, 13 dos 24 deputados estaduais mudaram de partido, e a sigla se destacou ao receber nomes como Paulo Corrêa, Mara Caseiro e Zé Teixeira, além de Márcio Fernandes e Lucas de Lima. Com essas adesões, o partido se tornou o maior da Casa.

Com a maior bancada, o partido passa a ter mais espaço na definição de pautas, na condução de debates e na construção de alianças dentro da Assembleia.

Além do avanço no Legislativo estadual, o PL também mantém presença relevante no cenário federal, com representantes na Câmara dos Deputados e pré-candidatos já conhecidos, reforçando atuação em diferentes esferas políticas.

Por Sarah Chaves e Ana Krasnievicz

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