Em situação de emergência em saúde pública, Dourados registrou nesta terça-feira (7) mais uma morte suspeita por Chikungunya. A vítima é uma menina de 10 anos, que morreu no Hospital Regional após apresentar os primeiros sintomas no dia 28 de março.
Este é o primeiro óbito de morador fora da reserva indígena. Antes disso, cinco moradores das aldeias Bororó e Jaguapiru, dois bebês, de 1 e 3 meses, e três idosos, de 60, 73 e 79 anos, morreram entre fevereiro e março em decorrência da doença.
Outras duas mortes, de moradores da reserva com 12 e 55 anos, foram registradas na última sexta-feira (3), mas ainda estão sob investigação para confirmação da causa.
De acordo com boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, o município soma 3.971 notificações da doença. Desse total, 1.442 casos foram confirmados, 556 descartados e 1.973 seguem em análise. Atualmente, 40 pessoas estão internadas em hospitais da cidade com sintomas ou diagnóstico positivo.
As ações de combate ao mosquito Aedes aegypti seguem intensificadas tanto na reserva indígena quanto nos bairros. Participam dos trabalhos equipes da prefeitura, da Secretaria Estadual de Saúde, da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena) e da Força Nacional do SUS, com foco na eliminação de criadouros e orientação da população.
