A Agência Nacional de Vigilância Sanitária estuda endurecer as regras para o uso de medicamentos à base de GLP-1, como as chamadas “canetas emagrecedoras”, incluindo substâncias como a tirzepatida.
A medida vem após a identificação de crescimento acelerado no uso desses produtos e aumento de riscos à saúde. Dados apresentados nesta segunda-feira (6) mostram que 26% das notificações de efeitos adversos estão ligadas ao uso fora das indicações médicas.
Outro ponto de preocupação é o aumento na importação de matérias-primas em volume considerado acima do necessário para manipulação individual, o que levanta suspeitas de produção em larga escala sem controle adequado.
A agência também monitora o impacto da queda da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, que abriu espaço para novos concorrentes. Atualmente, há 17 pedidos de registro em análise.
Com isso, a Anvisa pretende reforçar que medicamentos manipulados devem ser feitos apenas para pacientes específicos, mediante prescrição médica, o que deve dificultar a produção em escala para clínicas e estabelecimentos.
