Preço do P13 varia de R$ 99,90 a R$ 125; revendas esperam confirmação oficial antes de repassar aumento
Em Mato Grosso do Sul, o preço do botijão de gás P13 já acumula alta significativa desde o início do ano, e novos aumentos estão sendo especulados pelo mercado. Revendas consultadas pelo O Estado afirmam, no entanto, que até o momento não receberam confirmação oficial sobre reajustes que poderiam variar entre R$ 5 e R$ 8.
Os valores atuais praticados variam de acordo com a revenda e a forma de pagamento. A Kero Gás cobra R$ 125 para entrega, enquanto a Peddy Gás vende o botijão por R$ 120 em dinheiro e R$ 125 no cartão. A Cassiano Comércio de Gás mantém R$ 99,90 para retirada na portaria, com acréscimo de R$ 5 no crédito, e a Edinho Distribuidora de Gás e Água trabalha com R$ 115.
Segundo revendedores, os aumentos recentes têm origem nos custos internos das distribuidoras, que desde 2023 passaram a calcular o preço do gás com base em cotas adquiridas em leilões da Petrobras, e não mais pela cotação do dólar. A Via Morena explica que essa mudança cria uma diferença de valores de empresa para empresa: “No começo do ano, já tivemos quase R$ 4 de aumento, mas sem divulgação oficial. Se esse reajuste de R$ 5 a R$ 8 se confirmar, ele será apenas a diferença acumulada desde janeiro”, afirma.
O impacto do diesel é citado como o principal fator para o aumento. Cada alta no combustível eleva os custos logísticos das distribuidoras e, consequentemente, o preço final do botijão ao consumidor. A situação é agravada por fatores externos ligados ao mercado internacional de energia, que pressionam os preços no Brasil.
Para os revendedores, a divulgação oficial é determinante para repassar qualquer aumento. Sem a comunicação da mídia ou das distribuidoras, muitas revendas mantêm o preço antigo, mesmo absorvendo parte do acréscimo no custo. “Se a mídia anunciar, aí sim poderemos repassar, porque até hoje trabalhamos com o mesmo preço desde setembro de 2023”, explica Morena.
O Sinergás GO/MS/MT (Sindicato Empresarial do Sistema Comércio de Energia) acompanha a situação e alerta sobre os impactos diretos no orçamento das famílias e de pequenos comerciantes. Qualquer mudança no preço do botijão, dizem, precisa ser planejada por consumidores e revendas, dado o efeito imediato no dia a dia da população.
Medidas de contenção
O governo federal vai anunciar um conjunto de medidas específicas para reduzir os efeitos da crise internacional do petróleo sobre o preço do gás de cozinha (GLP), que é um dos itens mais sensíveis para o orçamento das famílias.
Entre as ações em análise estão a possibilidade de concessão de subsídios ao produto, o aumento de fiscalização da cadeia de abastecimento e um monitoramento mais rigoroso dos preços ao consumidor. A intenção é evitar aumentos abruptos e garantir o acesso ao botijão, especialmente para famílias de baixa renda.
Por Djeneffer Cordoba
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