Após prisão, investigador é transferido para função administrativa na Capital

Foto: Divulgação
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O investigador da Polícia Civil Célio Rodrigues Monteiro, conhecido como “Manga Rosa”, foi designado para exercer funções administrativas na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (1º), oito dias após ele deixar a prisão.

Célio foi alvo da operação Iscariotes, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um esquema milionário de contrabando. Na ocasião, em 18 de março, ele atuava na delegacia de Sidrolândia e acabou preso. Dois dias depois, foi destituído do cargo de chefia que ocupava.

A nova designação, assinada pelo delegado-geral Lupersio Degerone Lucio, determina que o servidor desempenhe atividades exclusivamente administrativas pelo prazo de 90 dias.

Antes disso, no dia 23, já havia sido publicado o afastamento das funções por decisão judicial que decretou a prisão preventiva. O ato, assinado pelo corregedor-geral Clever José Fante Esteves, também incluiu o recolhimento da arma funcional, carteira policial e outros itens institucionais, além da suspensão de acessos aos sistemas internos.

A Corregedoria também instaurou procedimento disciplinar para apurar a conduta do investigador. As medidas têm efeito retroativo à data do cumprimento dos mandados.

No dia 24 de março, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória ao servidor. A decisão, do juiz Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini, da 5ª Vara Federal de Campo Grande, impôs pagamento de fiança de 10 salários mínimos, comparecimento periódico em juízo e restrições de deslocamento.

A defesa alegou ausência de fatos recentes que justificassem a prisão, além de questionar as provas apresentadas. O Ministério Público Federal chegou a pedir monitoramento eletrônico e fiança maior, mas o magistrado considerou a medida desnecessária.

A operação Iscariotes mobilizou cerca de 200 policiais federais e cumpriu aproximadamente 90 ordens judiciais, incluindo mandados de busca, prisões, afastamentos e bloqueio de bens que somam cerca de R$ 40 milhões.

As investigações apontam para um esquema envolvendo policiais civis e militares, da ativa e aposentados, na prática de contrabando e lavagem de dinheiro. Outro policial civil também foi preso durante a ação.

O caso segue em apuração.

 

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