Estratégia do Ministério da Saúde começa por população indígena e faz parte de projeto piloto em municípios selecionados
O avanço de casos de chikungunya em Dourados levou o Estado a integrar a estratégia piloto do Ministério da Saúde para aplicação da vacina contra a doença. A confirmação foi feita nesta segunda-feira (30) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).
A imunização deve começar pela população indígena do município, onde o cenário epidemiológico motivou o pedido formal do governo estadual para participar da iniciativa federal. Segundo a secretaria, a escolha considera critérios como incidência da doença, capacidade de estrutura local e organização da vigilância em saúde.
O Ministério da Saúde já confirmou o envio de equipes técnicas ao estado para capacitar os profissionais que atuam diretamente nos territórios indígenas. A formação também contará com apoio do Instituto Butantan, que participará do treinamento das equipes das salas de vacina.
A vacina contra a chikungunya foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está na fase 4 de monitoramento, etapa em que é avaliada a efetividade em condições reais de uso. No país, a aplicação ocorre de forma controlada e restrita, justamente por se tratar de uma fase inicial de implementação.
De acordo com a secretaria estadual, a estratégia nacional ainda está limitada a municípios selecionados. A ampliação para outras regiões dependerá dos resultados observados durante o projeto piloto.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pode provocar febre alta e dores intensas nas articulações, com possibilidade de sintomas prolongados. Em Mato Grosso do Sul, os casos vêm sendo acompanhados pelas equipes de vigilância, com atenção especial às áreas indígenas de Dourados, apontadas como prioridade na nova etapa da vacinação.
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