Referência em saneamento: Campo Grande investiu R$ 217,39 por habitante com água e esgoto

Foto: Divulgação
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No dia Mundial da Água, Campo Grande avança na universalização do saneamento, mas desafios persistem

Campo Grande vem se destacando como uma das capitais-modelo em saneamento básico no Brasil, resultados positivos alcançados pela Capital que são enaltecidos neste domingo (22), data em que é celebrado o Dia Mundial da Água. Segundo o diretor-presidente da Águas Guariroba, Gabriel Buim, a cidade alcançou índices de cobertura de esgoto que superam o previsto pelo Marco Legal do Saneamento, mas ainda há desafios significativos pela frente.

De 2020 a 2024, a cobertura de esgoto da capital evoluiu de cerca de 80% para 92%, chegando atualmente a 94%. “O próximo desafio é sair dos 94% para os 98%. Essa última faixa envolve obras mais complexas, como interceptores e ampliações das estações de tratamento, além de cerca de 600 quilômetros de rede e 60 mil ligações de esgoto ainda a serem executadas nos próximos três anos”, detalhou Buim.

Apesar de já estar acima do patamar exigido pela lei federal, que prevê 90% de cobertura, o diretor reforça que a universalização completa exige planejamento e investimentos contínuos. “Campo Grande já pode ser considerada universalizada frente à legislação, mas ainda precisamos de obras complexas para alcançar todos os bairros, especialmente em áreas menos adensadas”, explicou.
A empresa também se prepara para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, um fator que influencia diretamente o consumo e a operação do sistema de água e esgoto. “No curtíssimo prazo, trabalhamos para reduzir perdas na distribuição. Campo Grande é uma das capitais com menor índice de perdas do país. A médio prazo, usamos modelos climáticos para planejar investimentos, prevendo variações de chuva e calor intenso, que afetam mais a operação do que períodos de estiagem”, disse Buim.

O diretor-presidente destaca que a trajetória da cidade até aqui é fruto de planejamento de longo prazo. “O contrato de concessão tem 25 anos e, desde 2012, já visávamos cobertura de 98%, muito antes do marco legal de 2020 que obriga 90%. Foram quatro anos de trabalho intensivo para sair de 80% para 92%, com quase 700 km de rede implantados. Agora, precisaremos de mais 600 km para alcançar os 98%”, explicou.

Para Buim, o saneamento vai além da infraestrutura: trata-se de dignidade e direito da população. “Não podemos escolher quem terá acesso e quem não terá. Nosso compromisso é levar saneamento a todos, independentemente da localização ou densidade populacional”, afirmou.

Campo Grande, assim, se consolida como referência no país, mostrando que a universalização do saneamento é possível quando há planejamento estratégico, investimentos contínuos e engajamento da população.

Por Ana Krasnievicz 

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