Programa completa um ano com quase 9,5 milhões de trabalhadores beneficiados e recorde de contratações em 2026
O Crédito do Trabalhador completa um ano neste 21 de março com resultados acima do esperado e impacto direto na ampliação do acesso ao crédito no Brasil. Desde o lançamento, o programa já movimentou mais de R$ 117,1 bilhões em empréstimos concedidos a trabalhadores com carteira assinada em todo o país.
Somente entre março e dezembro de 2025, foram contratados R$ 94,2 bilhões. Já nos primeiros meses de 2026, até o dia 17 de março, o volume chegou a R$ 26,3 bilhões, impulsionado principalmente pelo desempenho de janeiro, que registrou o maior valor mensal desde a criação da plataforma: R$ 13,1 bilhões.
Ao todo, mais de 20,9 milhões de contratos foram firmados, beneficiando cerca de 9,4 milhões de trabalhadores. O valor médio por pessoa gira em torno de R$ 12,3 mil. Parte significativa desses recursos — mais de R$ 33,2 bilhões — foi destinada a trabalhadores que recebem entre um e quatro salários mínimos, reforçando o alcance social da iniciativa.
A taxa média de juros do programa está em 3,67% ao mês, patamar inferior ao de modalidades tradicionais como cartão de crédito e crédito direto ao consumidor. O governo discute medidas para reduzir ainda mais esse custo, incluindo o uso de garantias como parte do FGTS e da multa rescisória.
Os empréstimos foram distribuídos por todas as regiões do país, com destaque para o Sudeste, que concentra R$ 40,2 bilhões em operações. Em seguida aparecem Sul (R$ 13,7 bilhões), Nordeste (R$ 12,1 bilhões), Centro-Oeste (R$ 5,4 bilhões) e Norte (R$ 3,9 bilhões). Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram em volume de contratações.
Atualmente, 166 instituições financeiras estão habilitadas no programa, sendo que 100 já operam efetivamente na concessão de crédito. Entre os bancos com maior participação estão grandes instituições nacionais e privadas.
O perfil dos trabalhadores que acessam o crédito também chama atenção. A maior parte dos contratos foi firmada por pessoas entre 50 e 59 anos, seguida por jovens de 18 a 28 anos. Em relação ao tempo de emprego, a média varia de dois anos e oito meses para quem ganha até dois salários mínimos, chegando a mais de quatro anos entre trabalhadores com renda mais alta.
O programa também passou a incluir empregados domésticos com carteira assinada, que agora têm acesso ao crédito consignado com juros menores. Mais de 30 mil trabalhadores dessa categoria já contrataram empréstimos, somando cerca de R$ 80,3 milhões.
Criado em março de 2025, o Crédito do Trabalhador tem como objetivo facilitar o acesso a empréstimos com taxas mais baixas e substituir dívidas mais caras, como cheque especial e crédito rotativo. A iniciativa atende trabalhadores do setor privado, incluindo domésticos, rurais e empregados de pequenas empresas, ampliando a inclusão financeira no país.
Confira abaixo a evolução mensal dos contratos:
Mês/Ano | Volume Contratado
Março/2025 | R$ 1,3 bilhões
Abril/2025 | R$ 3,4 bilhões
Maio/2025 | R$ 2,2 bilhões
Junho/2025 | R$ 2,6 bilhões
Julho/2025 | R$ 4,7 bilhões
Agosto/2025 | R$ 5,7 bilhões
Setembro/2025 | R$ 6,3 bilhões
Outubro/2025 | R$ 8,0 bilhões
Novembro/2025 | R$ 9,0 bilhões
Dezembro/2025 | R$ 9,3 bilhões
Janeiro/2026 | R$ 13,1 bilhões
Fevereiro/2026 | R$ 11,8 bilhões
Perfil dos empréstimos por setores econômicos:
Tipo de Estabelecimento | Número de Empréstimos | Número de Trabalhadores
Comércio varejista (supermercados/hipermercados) | 1.093.759 | 433.356
Atendimento hospitalar | 884.334 | 368.309
Transporte rodoviário de carga | 646.391 | 290.810
Restaurantes e serviços de alimentação | 457.492 | 222.625
Vigilância e segurança privada | 357.741 | 158.605
Limpeza de prédios e domiciliar | 354.295 | 160.893
Serviços administrativos | 321.814 | 159.130
Abate de animais | 312.248 | 128.923
Comércio farmacêutico | 289.427 | 118.788
Outras categorias | 14.219.968 | 6.509.767
Com informações da Agência Gov.
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