Um dos principais alvos da ‘Operação Fio da Meada’, deflagrada na manhã desta quarta-feira (18), apontado como fornecedor de drogas e responsável por um esquema de “delivery” em Mato Grosso, foi preso em Campo Grande, Capital de Mato Grosso do Sul. A ação mira uma organização criminosa com atuação em três estados e inclui ainda um empresário suspeito de usar empresa de fachada em São Paulo para movimentar o tráfico.
A operação foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso, que cumpre 18 ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão domiciliar. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.
Além de o principal alvo ser preso em Campo Grande, outros mandados são cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande (MT), e cidades de São Paulo (SP), com apoio das polícias civis dos respectivos estados.
De acordo com a Denarc (Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos), responsável pela investigação, o grupo era estruturado e atuava de forma contínua no comércio de entorpecentes, abastecendo não só Cuiabá, mas também outras regiões do país.
O preso em Campo coordenava um esquema de venda de drogas por meio de redes sociais, operando em formato de “delivery”, com entregas diretamente nas residências dos clientes. O investigado contava com uma rede de fornecedores para manter o fluxo de distribuição. Em São Paulo, outro alvo preso é um empresário suspeito de manter uma empresa de fachada para comercializar derivados de maconha, também com vendas online e entregas em diferentes estados.
As apurações começaram após a análise de materiais apreendidos em uma ação anterior, que tinha como alvo uma mulher investigada por tráfico de drogas. A partir desse ponto, os policiais conseguiram mapear toda a estrutura criminosa. Foram identificados fornecedores, intermediários e demais envolvidos, revelando a atuação do grupo em cidades de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
O nome “Fio da Meada” faz referência à forma como a investigação evoluiu, partindo de um indício isolado até alcançar toda a rede criminosa. Segundo a polícia, a expressão simboliza a descoberta gradual da estrutura do grupo. As investigações continuam, com análise do material apreendido, e novas fases da operação não estão descartadas.