Lojas são lacradas e eletrônicos são levados pela PF durante operação no Camelódromo

FOTO: NILSON FIGUEIREDO
FOTO: NILSON FIGUEIREDO

Ao todo, quatro boxes foram lacrados e mercadorias retiradas no Camelódromo de Campo Grande, durante a ‘Operação Iscariotes’, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (18). Os alvos, segundo informações divulgadas, pertencem à mesma empresa, conhecida como “O Barateiro”.

Além dos boxes dentro do centro comercial, localizado na Avenida Afonso Pena, um ponto no posto ao lado, que inclui um box e uma banquinha,  também foram fechados. Os box são: 182, 183, 185 e 167.

De acordo com o presidente do Camelódromo, Narciso Soares dos Santos, em dois dos quatro boxes lacrados, equipes recolheram todos os produtos. Em um deles, foram apreendidas duas maquininhas de cartão e um celular de uso da empresa. “A Polícia Federal informou que é uma ação pontual. Todos os locais lacrados são do Barateiro e de familiares”, afirmou ele.

Durante a ação, sacos grandes cheios de eletrônicos foram retirados dos boxes. A quantidade chamou atenção de quem acompanhava a movimentação do lado de fora. Os itens foram colocados em um caminhão, que deixou o local carregado.

Apesar da operação, o funcionamento foi retomado logo que os policiais saíram, por volta das 8h10 e já está aberto ao público.

Sobre a operação

A ofensiva faz parte da Operação Iscariotes, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal, para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar com contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e corrupção.

As investigações, conduzidas pela Delegfaz (Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários) em Mato Grosso do Sul, apontam que o grupo atuava na importação ilegal de eletrônicos de alto valor, sem documentação fiscal e sem passar por controle aduaneiro. Após entrar no país, a mercadoria era distribuída principalmente em Campo Grande e também em cidades de Minas Gerais, muitas vezes escondida em cargas regulares.

Segundo a Polícia Federal, os investigados utilizavam veículos com compartimentos ocultos e estratégias para disfarçar a origem do dinheiro, caracterizando lavagem de capitais.

Além do Camelódromo, há cumprimento de mandados em outros pontos da Capital, como na região do Bairro Universitário, em um condomínio Alphaville e na casa de um policial civil no Bairro Pioneiros.

A reportagem do jornal O Estado tentou contato com a empresa citada, mas não obteve retorno até o momento.

Com Geane Beserra

 

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