Empreendimento Sul-mato-grossense disputa o 4º Prêmio do Afroturismo na WTM Latin America, em São Paulo, ao lado de ícones da gastronomia brasileira
O cenário gastronômico de Mato Grosso do Sul ganha destaque nacional com a indicação do Tereza Bar e Restaurante como finalista do 4º Prêmio do Afroturismo. Promovido pela plataforma Guia Negro, o prêmio reconhece os maiores destaques do setor em 2025. O anúncio dos vencedores ocorrerá no dia 14 de abril de 2026, às 17h30, no Auditório Transformation, durante a WTM Latin America, a maior feira de turismo do continente, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo.
O Tereza concorre na categoria “Melhor Empreendimento de Afroempreendedor ligado ao Afroturismo”. O feito é notável: com apenas meio ano de portas abertas, o gastrobar campo-grandense marca o território sendo figura ao lado de gigantes históricos, como o Zanzibar localizado em Salvador, com quase 50 anos de tradição, e o Dida Bar, patrimônio cultural e imaterial carioca.
Identidade Regional
Fundado por Tábata Camila Pereira, uma das sócias-proprietárias – nasceu do desejo de criar um negócio próprio que carregasse autenticidade, identidade e propósito. A ideia tomou forma e se concretizou ao lado de sua companheira e sócia Nadja Toumani, que já havia se aventurado como empreendedora anteriormente no ramo da gastronomia. Com essa junção de sonhos e experiências o Tereza nasceu com a proposta de ser mais que um restaurante: é um manifesto no coração do Cerrado.
Unindo boa comida, bons drinks e uma proposta cultural marcada pela valorização da identidade brasileira e da regionalidade – o conceito une o resgate das raízes brasileiras à projeção de um futuro onde essa identidade protagoniza espaços de alta qualidade gastronômica.
“Para nós, é uma honra imensa. Mesmo com pouco tempo de casa aberta, essa indicação mostra que estamos no caminho certo. Estar ao lado de negócios tão importantes e reconhecidos nacionalmente nos dá ainda mais certeza de que o Tereza pode se consolidar não apenas como um espaço gastronômico, mas também como um lugar de valorização da cultura e da culinária brasileira”, afirma Tábata Camila.
O nome do bar é uma homenagem coletiva às mulheres brasileiras, personificadas na figura de Tereza de Benguela. Nome forte e feminino homenageia tantas mulheres que marcaram a história do Brasil. O tereza não representa apenas uma pessoa, mas muitas terezas/mulheres corajosas e fortes que com trabalho e luta estiveram presentes na construção da história e cultura do país. Assim, o nome e a imagem escolhidos funcionam como um tributo coletivo a essas trajetórias.
Essa força feminina reflete no cardápio, que promove um diálogo entre a técnica contemporânea e a memória afetiva. A cozinha do Tereza valoriza a comida brasileira e a comida de boteco, com especial atenção à regionalidade sul-mato-grossense e aos sabores que compõem a diversidade gastronômica do Brasil. Entre os destaques estão o bolinho de carne seca, a vaca atolada e o mousse de guavira, que reforçam o uso de insumos locais.
A indicação coloca Campo Grande na rota do Afroturismo, um segmento que cresce exponencialmente ao valorizar a história e o protagonismo negro nos destinos turísticos. Para Mato Grosso do Sul, ter um representante em uma vitrine como a WTM Latin America reafirma a diversidade cultural do estado além do ecoturismo tradicional.
A proposta é que o Tereza se torne, cada vez mais, um espaço onde gastronomia, memória e identidade caminham juntas, fortalecendo a culinária afro-brasileira e a gastronomia sul-mato-grossense como expressões vivas da história e da diversidade do país. A expectativa das sócias é que o restaurante continue crescendo e se firmando como referência, tanto pela qualidade do cardápio quanto pelo compromisso cultural.
Por Carolina Rampi