A Prefeitura de Campo Grande abriu novo processo licitatório para a construção do Hospital Municipal, após o fracasso da concorrência realizada em 2024. O edital da Concorrência Eletrônica 001/2026 determina que as propostas sejam entregues até às 7h44 do dia 19 de junho, com abertura da sessão de disputa de preços marcada para 7h45.
“Após essa fase, teremos as próximas etapas do projeto, incluindo o desenvolvimento do plano operacional da unidade, que vai definir como o hospital funcionará na prática e como ele se integrará à rede municipal. Esse processo faz parte do planejamento estratégico do serviço de saúde, pensado para organizar fluxos, dimensionar equipes e garantir que a nova estrutura atenda às demandas da população com eficiência”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela.
O empreendimento será estruturado na região do bairro Chácara Cachoeira, entre as ruas Raul Pires Barbosa e Augusto Antônio Mira. O projeto prevê um complexo hospitalar de 14,9 mil metros quadrados, com atendimento 100% via SUS (Sistema Único de Saúde).
Serão 259 leitos, incluindo 49 de pronto atendimento, 20 de CTI (Centro de Tratamento Intensivo) – 10 pediátricos e 10 adultos – além de 190 leitos de enfermaria, divididos entre pediátricos, adultos homens e mulheres.
A modelagem escolhida é a built to suit (locação sob demanda), em que a empresa vencedora constrói o hospital e fornece equipamentos, mobiliários, manutenção e operação das instalações, enquanto o poder público paga pelo uso ao longo do contrato.
O primeiro edital, lançado em julho de 2024, foi encerrado sem sucesso após a desclassificação das duas empresas participantes: Health Brasil Inteligência em Saúde Ltda e FC Brito Neres Engenharia e Serviços Ltda.
Em nota oficial, a Prefeitura confirmou que aposta na nova concorrência para viabilizar a obra considerada estratégica para ampliar a rede de saúde da Capital.
“Diante da necessidade de avançar com o projeto e da importância da iniciativa para a rede municipal de saúde, a Prefeitura decidiu republicar o edital. As bases técnicas do projeto foram mantidas, com apenas alguns ajustes pontuais para deixar as regras mais claras e garantir ainda mais segurança jurídica ao processo”.
Por Suelen Morales