Quadro antigo do partido, ex-governador falou sobre quem fica e deu ‘Adeus’ a deputado de saída do partido
O MDB em Mato Grosso do Sul segue em fase de articulação para montar as chapas que devem disputar as eleições e já trabalha para fechar nomes tanto para deputado federal quanto para deputado estadual. O ex-governador André Puccinelli afirma que o partido já tem parte da composição definida e continua negociando para completar as vagas.
As declarações foram feitas durante visita à Câmara Municipal de Campo Grande, onde o emedebista comentou o cenário político no Estado, possíveis candidaturas e mudanças recentes no quadro partidário.
Segundo Puccinelli, o MDB já tem uma base formada para disputar vagas na Câmara Federal, mas ainda busca alguns nomes para fechar a lista. “Para a federal já temos 15 nomes. Temos três mulheres a preencher. Tem o Marcelo Ascoli, conhecido como Amarelo, que foi vice-prefeito de Sidrolândia; o Sandro, que foi candidato a prefeito em Aquidauana; e o Dr. Jamal. O Coringa fica onde precisar. Ainda faltam dois homens para a federal e mais dez nomes, sendo quatro mulheres e seis homens, para completar a chapa de estadual”, explicou.
Ele ressaltou que as articulações continuam e que o objetivo é montar chapas competitivas. Entre os nomes que devem permanecer no MDB estão o deputado estadual Junior Mochi, o ex-secretário da Casa Civil Eduardo Rocha, o deputado Renato Câmara, além de Adilson Oliveira e Toshio Sakai.
No cenário majoritário, Puccinelli afirmou que o MDB está alinhado ao projeto de reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). Para o Senado, disse que o partido ainda avalia nomes e citou o ex-ministro Carlos Marun como um dos que demonstram interesse.
“Marun está ciscando. Ele quer, mas precisa medir, ver o potencial”, comentou.
O ex-governador também mencionou que há um pré-compromisso político envolvendo outras lideranças do Estado. “Temos um pré-compromisso com Reinaldo e mais um. Pode ser Nelsinho, pode ser Contar, pode ser Marun”, disse, acrescentando que o apoio do MDB envolve participação administrativa e contribuição para a gestão.
Sobre o cenário nacional, Puccinelli evitou indicar um nome para a Presidência da República e disse que o MDB mantém posição de centro. “Nós somos centro. No máximo 15 graus à direita”, afirmou, em referência ao número do partido.
Ao comentar a saída do deputado estadual Márcio Fernandes do MDB, o ex-governador avaliou que a mudança pode não ser vantajosa eleitoralmente. Fernandes confirmou que deve se filiar ao PL nos próximos dias.
“Para onde ele vai, precisa de um número maior de votos do que teria no MDB. Que vá com Deus”, disse Puccinelli.
Márcio Fernandes afirmou que a decisão de deixar o MDB é motivada por alinhamento ideológico e pela proximidade com o projeto político do ex-governador Reinaldo Azambuja, atual presidente estadual do PL.
“Por ideologia, devo me filiar ao PL, que é um partido em que acredito. Nada contra o MDB, onde estive por muitos anos, mas agora sigo esse caminho”, declarou.
Segundo o deputado, a filiação deve ocorrer nos próximos dias. Ainda não há confirmação se haverá um ato oficial, mas a possibilidade está sendo avaliada, já que outros parlamentares também podem mudar de partido.
Por Sarah Chaves e Brunna Paula