Lojas reforçam estoques com camisas, vestidos e acessórios com a bandeira do Brasil e esperam crescimento de até 30% no período que antecede o Mundial
Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, o comércio de Campo Grande já começa a se movimentar para atender à expectativa dos torcedores. Lojas de roupas, acessórios e artigos temáticos apostam em coleções com as cores verde e amarelo e em produtos estampados com a bandeira do Brasil para impulsionar as vendas nos próximos meses.
A edição da competição deste ano, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México, deve ampliar ainda mais o alcance do torneio, com número maior de seleções participantes e expectativa de recorde de audiência. Mesmo à distância, o clima de Mundial já começa a influenciar o consumo na capital sul-mato-grossense, o que requer preparo de estoque dos lojistas.

Foto: Allan Gabriel
Em diferentes regiões da cidade, vitrines começam a ganhar tons patrióticos. No bairro Tiradentes, comerciantes relatam aumento na procura por camisas da seleção, vestidos personalizados, shorts, saias, croppeds e conjuntos esportivos nas cores nacionais. Há também demanda por peças infantis e looks coordenados para famílias.
A gerente de uma loja de roupas da região, Juliana Martins, conta que o planejamento começou com pelo menos seis meses de antecedência. “A Copa mexe muito com o brasileiro. Mesmo faltando meses, a procura já começou. Estamos reforçando o estoque de camisas verde e amarela, vestidos temáticos, shorts e até conjuntos para a família inteira”, afirma.
Segundo ela, a loja ampliou em cerca de 40% o volume de mercadorias voltadas ao período esportivo em comparação a meses comuns. “Temos peças mais básicas, só com as cores do Brasil, e outras mais elaboradas, com a bandeira estampada, aplicações em pedraria, franjas e customizações. A expectativa é que as vendas aumentem pelo menos 30% no período que antecede os jogos”, projeta.
Moda brasileira
Além das roupas, acessórios como tiaras, bonés, bandeiras, meias temáticas e itens para decoração de ambientes também devem ganhar espaço nas prateleiras. Kits promocionais para grupos de amigos e camisetas personalizadas com nomes e números escolhidos pelos clientes estão entre as apostas.
A Seleção Brasileira de Futebol segue como grande inspiração para as coleções. Historicamente, o desempenho da equipe impacta diretamente o comércio: a cada vitória em fases decisivas, cresce a procura por artigos temáticos, especialmente em dias de jogos.
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande avalia que a Copa pode representar um incremento significativo nas vendas do setor de vestuário, calçados e acessórios. A entidade estima que, caso o Brasil avance às etapas finais, o aumento no faturamento pode superar os 20% em relação a um mês comum.
Outro fator que anima os comerciantes é a coincidência do torneio com períodos de pagamento e férias escolares, o que costuma aquecer o fluxo no comércio de bairro. No Tiradentes, a expectativa é de maior circulação nas semanas que antecedem a estreia do Brasil.
Para os lojistas, mais do que vendas, o momento representa fortalecimento da economia local. “A gente aposta no otimismo do torcedor. Quando o Brasil entra em campo, todo mundo quer vestir a camisa. E isso movimenta não só as lojas de roupas, mas todo o comércio do bairro”, conclui Juliana.

Foto: Allan Gabriel
Empresáio, como atrair o cliente?
Para que o empresário lucre com essa oportunidade o primeiro passo é analisar o perfil do seu público, segundo orienta o vice-presidente da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), Omar Aukar. Outro ponto, é identificar quais produtos ou serviços do seu nicho podem ter maior demanda durante o período. “Depois vem o planejamento, como organizar estoque, negociar com fornecedores com antecedência, avaliar o fluxo de caixa e criar campanhas promocionais temáticas. Além disso, é fundamental preparar a equipe para manter a qualidade do atendimento e aproveitar o aumento do fluxo nas ruas e nos centros comerciais”, sugere.
O vice-presidente ainda comentou sobre a importância da antecipação dos produtos nas vitrines. Segundo ele, a vitrine é o principal canal de comunicação do comércio físico e muitos clientes começam a pensar na Copa meses antes, organizando encontros, comprando camisetas, itens de decoração e acessórios.
Além disso, essa movimentação inicial ajuda o empresário a medir a reação do público, ajustar estoque e entender quais produtos têm maior aceitação, por exemplo. Em um cenário cada vez mais competitivo, ganha quem se antecipa, se organiza e transforma grandes eventos em oportunidades de vendas.
Por Ian Netto
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