A Prefeitura de Campo Grande informou que irá apurar denúncia de assédio sexual envolvendo um servidor comissionado. O caso foi registrado em boletim de ocorrência na sexta-feira (27), e, segundo a administração municipal, as providências serão tomadas conforme a legislação vigente.
Em nota oficial, a Prefeitura declarou que está analisando os fatos e que nenhuma medida precipitada será adotada. “A Prefeitura está apurando os fatos. Nenhuma medida precipitada será adotada e qualquer providência necessária será tomada no tempo devido, sempre em conformidade com a legislação vigente”, informou.
Relato da vítima
De acordo com o boletim de ocorrência, o jovem denunciante trabalhava com um ex-vereador e acusa o servidor-chefe de tê-lo assediado. Ele relatou à polícia que os episódios teriam começado em julho de 2025, durante uma carona, quando o superior hierárquico teria passado a mão em suas partes íntimas, causando constrangimento. Segundo a vítima, ele não reagiu por medo da relação de subordinação.
Após o episódio, o chefe teria enviado mensagens por WhatsApp com conteúdo de conotação sexual, insinuando um relacionamento homoafetivo e insistindo nas abordagens, mesmo após o jovem afirmar que é heterossexual.
Ainda conforme o relato, durante o expediente o superior continuava com frases de cunho sexual e forçava abraços quando ambos estavam sozinhos.
Pós-confraternização
O caso mais grave teria ocorrido em 12 de dezembro de 2025, após uma confraternização de trabalho. Segundo o denunciante, ele estava visivelmente embriagado e precisou de ajuda para entrar no carro do chefe, que teria oferecido carona.
Durante o trajeto, o servidor teria sugerido que os dois poderiam “ficar como casal nas férias”. Diante da negativa, o homem teria afirmado que poderia conseguir qualquer coisa por ocupar cargo elevado na administração pública.
A vítima relatou que foi levada até a casa do servidor, onde teve as roupas retiradas sem consentimento e sofreu ato sexual. Ele afirmou não se lembrar de todos os detalhes devido ao estado de embriaguez. Ao acordar, disse estar sem roupas e com o homem o abraçando. Depois, teria ido até a cozinha para beber água e procurar o celular e as vestes.
Após o episódio, o denunciante afirmou que passou a se sentir monitorado no ambiente de trabalho, embora as mensagens insistentes tenham cessado.
Demissão
Nesta sexta-feira (27), o jovem foi informado de sua demissão. Conforme relatado à polícia, o empregador teria alegado que ele era mal-educado, não cumpria ordens e não desempenhava bem as funções.
O caso será investigado pelas autoridades competentes. A Prefeitura de Campo Grande reiterou que acompanhará a apuração e adotará as medidas cabíveis conforme o resultado das investigações.
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