Ex-paratleta sul-mato-grossense morre ao ser arremessado de prédio em Recife

Foto: reprodução/redes sociais
Foto: reprodução/redes sociais

Natural de Bela Vista, no interior de Mato Grosso do Sul, e criado em Campo Grande desde os 11 anos, Maicon Douglas, de 35 anos, morreu de forma trágica após ser arremessado da varanda de um apartamento no 4º andar, no bairro Boa Viagem, Zona Sul do Recife. O caso ocorreu no último dia 13 de fevereiro e passou a repercutir nos últimos dias na imprensa local, onde ele era bastante conhecido.

Maicon cresceu na Capital sul-mato-grossense, onde morou nos bairros São Conrado e Vila Fernanda. Cadeirante devido a má formação nos braços e nas pernas, se locomovia em cadeira de rodas elétrica e, desde os 15 anos, trabalhava como vendedor. Nos últimos anos, comercializava balas e doces nas ruas, atividade que se tornou símbolo de sua força de vontade.

Antes disso, ele foi paratleta profissional e também atuou como líder de movimento social, tornando-se inspiração para muitas pessoas pela trajetória de superação. Em Maceió, onde viveu nos últimos anos, ficou conhecido pela rotina diária na orla, sempre sorridente, oferecendo doces a turistas e moradores. Vídeos que mostravam sua determinação viralizaram nas redes sociais e ampliaram sua visibilidade.

Dinâmica do crime

De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, Maicon trabalhava vendendo balas no calçadão da Praia de Boa Viagem, quando foi convidado por um homem, em um aparente gesto de empatia, para ir até um apartamento próximo.

Já no interior do imóvel, o anfitrião teria apresentado um surto e arremessado Maicon da varanda do 4º andar. Uma terceira pessoa, amiga do dono do apartamento, tentou conter o homem e também quase foi jogada do prédio, mas conseguiu escapar antes. Maicon morreu no local.

Após empurrar a vítima, o suspeito se jogou do edifício. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital da Restauração, no bairro Derby, área central da capital pernambucana, mas não resistiu aos ferimentos e deu entrada já sem vida na unidade.

O caso é investigado como homicídio seguido de suicídio pela 3ª Delegacia de Polícia de Homicídios da Capital, vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de Pernambuco. A polícia apura as circunstâncias do crime e aguarda a conclusão de laudos periciais para esclarecer a motivação do ocorrido.

 

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