Panico 7: cheio de polêmicas, 7º filme da franquia slasher marca retorno de Neve Campbell e inaugura nova era do Ghostface

Foto: Reprodução
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Após controvérsias nos bastidores e mudanças profundas no elenco, a saga Pânico retorna focando na nostalgia, no reencontro com ícones do terror e na introdução de uma nova protagonista. Três décadas após a estreia do primeiro Pânico, em 1996, a franquia retorna aos cinemas nesta quinta-feira (26) com Pânico 7, um capítulo que mira diretamente no legado criado por Wes Craven e no carinho do público pelas figuras clássicas da saga. A nova produção surge após um período turbulento: a demissão de Melissa Barrera e a saída de Jenna Ortega levaram a Spyglass e a Paramount Pictures a reestruturar completamente o roteiro original.

Diante da crise, o estúdio adotou uma estratégia clara: apostar na força da nostalgia. O resultado foi a convocação de uma verdadeira reunião de veteranos — encabeçada por Neve Campbell, que volta a interpretar Sidney Prescott após ter deixado Pânico 6 por conflitos contratuais. Seu retorno, celebrado por fãs nas redes sociais, recoloca a heroína no centro do jogo mortal proposto pelo Ghostface.

Sinopse

Em Pânico 7, Sidney Prescott tenta reconstruir sua vida em uma cidade tranquila depois de enfrentar inúmeros traumas ao longo da juventude. Agora mãe, ela vê sua paz ruir quando o Ghostface ressurge para atacar o que ela tem de mais precioso: sua filha, Tatum, interpretada por Isabel May. A ameaça reacende feridas antigas e força Sidney a confrontar, mais uma vez, o horror que a persegue desde a década de 1990. Ao mesmo tempo, Gale Weathers volta a se envolver diretamente nos novos ataques, reforçando o tom metalinguístico e autorreferencial que se tornou uma marca registrada da franquia.

Entre a tradição e renovação

O longa busca equilibrar o retorno de ícones clássicos com a continuidade da nova fase iniciada nos filmes mais recentes. Entre os personagens que voltam estão Mindy Meeks-Martin (Jasmin Savoy Brown) e Chad Meeks-Martin (Mason Gooding). Descendentes de Randy Meeks — figura cultuada pelos fãs — os irmãos representam a ponte ideal entre a mitologia clássica e os novos rumos da narrativa.

Novos personagens, novas tensões

A grande novidade é a personagem Tatum, filha de Sidney, interpretada por Isabel May. Ela desponta como peça central da nova geração, e sua relação com a mãe se torna o eixo emocional do longa. O filme também apresenta um novo grupo de personagens que compõem a vida cotidiana das protagonistas e rapidamente se veem mergulhados na violência característica da franquia. O elenco é reforçado ainda por Mckenna Grace e Michelle Randolph, que devem desempenhar papéis importantes na expansão do universo de Pânico.

Polêmicas

Boicotes antes da estreia

Desde o lançamento do trailer e das primeiras informações sobre o filme, grupos de fãs expressaram insatisfação e chamaram público para boicotar o longa — não por questões da narrativa em si, mas por controvérsias nos bastidores que dividiram a comunidade.

Demissão de Melissa Barrera

Uma das maiores polêmicas envolveu a saída inesperada da atriz Melissa Barrera, conhecida por interpretar Sam Carpenter nos filmes anteriores. Ela foi demitida do projeto após postagens em suas redes sociais relacionadas à guerra entre Israel e Hamas, o que gerou reação imediata de parte dos fãs que consideraram a decisão injusta, além de acender debates sobre liberdade de expressão e política dentro de Hollywood.

Saída de Jenna Ortega

Pouco depois da demissão de Barrera, Jenna Ortega — intérprete de Tara Carpenter — também deixou o filme. Embora oficialmente relacionada a conflitos de agenda e mudanças criativas, sua saída foi amplamente interpretada pelos fãs como um reflexo das tensões em torno do caso Barrera, alimentando ainda mais a controvérsia.

O diretor inicialmente contratado para o filme, Christopher Landon, acabou saindo da produção menos de um mês após a demissão de Barrera. Em entrevistas, ele revelou que recebeu ameaças de morte e assédio de fãs, a ponto de envolver autoridades como o FBI, o que levantou discussões sobre os limites da reação do público e o impacto das polêmicas no ambiente de trabalho. Com isso a direção de Pânico 7 passou para Kevin Williamson, criador original da franquia e roteirista do primeiro filme.

Debates sobre o tom e direção criativa

Além das controvérsias com elenco e equipe, houve críticas e debates sobre a direção criativa do novo filme. Alguns fãs e comentaristas apontaram que as mudanças no roteiro e na abordagem — especialmente depois das saídas de figuras que vinham moldando a franquia recente — geraram incertezas sobre a qualidade e a fidelidade ao espírito original.

É fato que todas essas polêmicas se tornaram parte do contexto da estreia, influenciando a cobertura midiática, as expectativas do público e o discurso nas redes sociais. Enquanto alguns espectadores estão mais curiosos do que nunca, outros criticam a produção por escolhas nos bastidores ou por decisões criativas que, segundo eles, afastam o filme de sua base de fãs tradicional.

Um novo caminho para a franquia?

Com Pânico 7, o estúdio aposta não apenas na nostalgia, mas na possibilidade de abrir uma nova fase para a saga, combinando legado e frescor narrativo. O retorno de Neve Campbell e a introdução de uma potencial nova protagonista sugerem que Ghostface ainda tem muitas histórias — e vítimas — pela frente.

Pânico 7 estreia hoje nos cinemas e a classificação indicativa é para maiores de 18 anos

 

Marcelo Rezende

 

 

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