Um levantamento da casa de apostas KTO revelou que o Aviator, jogo do tipo crash, é o único título fora da categoria slot entre os dez mais populares de cassino online no Brasil. Os dados, referentes a dezembro de 2025, mostram que o Aviator alcançou 12,24% de popularidade e manteve-se como o líder absoluto entre os crash games, à frente de títulos como JetX e Spaceman.
De acordo com o relatório, os slots dominam o cenário de jogos de cassino no país, representando 93,5% das rodadas realizadas, enquanto os crash games respondem por 3,7%. Entre os dez jogos mais acessados na plataforma, nove são slots, com destaque para Touro Sortudo (41,1%) e Fortune Tiger (35,4%).
Nesse contexto, o Aviator se destaca como exceção. O jogo apresenta um formato simples, baseado em multiplicadores crescentes, que conquistou ampla adesão entre os jogadores brasileiros.
A trajetória de popularidade do Aviator no Brasil começou ainda antes da regulamentação do mercado. Desenvolvido pela empresa SPRIBE, o jogo se tornou conhecido por sua interface minimalista e dinâmica baseada em decisões rápidas: o jogador define o momento de encerrar o voo e resgatar o valor apostado.
A consolidação de jogos como o Aviator ocorre em meio à regulamentação oficial do setor de apostas online, concluída pelo Ministério da Fazenda em 2024. Uma portaria publicada em julho daquele ano definiu as normas para diferentes modalidades, incluindo slots, roletas e crash games.
As novas regras estabelecem que os jogos devem ser aleatórios e certificados por entidades reconhecidas, com pelo menos 85% do valor arrecadado revertido em prêmios. Também ficou determinado que as plataformas sediadas no Brasil precisam seguir normas de transparência, exibir multiplicadores em tempo real e oferecer ao apostador opções de resgate manual ou automático dos valores.
A medida integrou a chamada “Lei das Bets”, que ampliou o escopo da regulação para jogos de quota fixa, aqueles em que o apostador sabe previamente quanto pode ganhar ou perder. Segundo o governo, o objetivo é garantir segurança e rastreabilidade financeira no mercado, reduzindo práticas ilegais e fortalecendo o controle sobre as operações online.
Com o novo marco regulatório, as empresas interessadas em explorar apostas online no Brasil passaram a precisar de autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda. As plataformas tiveram que pagar taxa de R$ 30 milhões para obter a autorização federal, que dá direito à exploração de até três marcas comerciais por um período de cinco anos.
O valor é destinado ao custeio de fiscalização e ao fortalecimento das políticas de jogo responsável. Além da taxa, as plataformas devem comprovar regularidade fiscal e trabalhista, idoneidade e capacidade econômico-financeira, além de adotar medidas de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.
O primeiro balanço anual do Ministério da Fazenda sobre o mercado regulado mostrou a dimensão do setor. Em 2025, 79 empresas autorizadas registraram 25,2 milhões de apostadores no país, segundo a SPA.
A receita bruta total das empresas, o chamado Gross Gaming Revenue (GGR), foi de aproximadamente R$ 37 bilhões. Desse montante, 12% devem ser destinados por lei a áreas como esporte, educação e saúde. O relatório ainda aponta que o governo, em parceria com a Anatel, bloqueou mais de 25 mil sites ilegais no mesmo período, consolidando o primeiro ano de um mercado supervisionado.
Os dados reforçam que o Brasil passa por uma fase de transição no setor de apostas, marcada pela entrada de empresas regulamentadas e pelo combate a operações irregulares. Ainda assim, jogos populares como o Aviator mantêm espaço entre os principais títulos do cassino online nacional, mesmo fora do formato tradicional de slots.
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