Gecoc deflagra operação em Sidrolândia contra lavagem de dinheiro ligada à corrupção

Foto: reprodução/redes sociais
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O Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), uma operação em Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande, para apurar crimes de lavagem de dinheiro decorrentes de esquemas de corrupção já investigados no município.

Viaturas policiais foram vistas em diferentes pontos da cidade, o que gerou comentários e expectativa entre moradores. Apesar da movimentação, conforme apurado, a Prefeitura de Sidrolândia não foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta fase da investigação.

A ação faz parte do aprofundamento das apurações relacionadas às fases anteriores da Operação Tromper, considerada a maior já realizada no município, com quatro etapas entre 2023 e 2025. Em agosto do ano passado, sete alvos da Tromper foram condenados por fraudes em licitações e contratos da prefeitura, com penas que, somadas, ultrapassam 100 anos de prisão. A maior condenação foi a do empresário Ueverton da Silva Macedo, conhecido como “Frescura”, sentenciado a 37 anos e nove meses.

Outro investigado no âmbito da Tromper é Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho, o Claudinho Serra, ex-vereador da Capital e ex-secretário de Fazenda de Sidrolândia. Em dezembro, a Justiça revogou o uso de tornozeleira eletrônica do político, que responde por crimes de corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro.

Operação Camuflagem

Em nota, o MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) informou que o Gecoc, em apoio à 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Sidrolândia, deflagrou a Operação Camuflagem. O nome faz referência à tentativa de ocultar a verdadeira origem e titularidade de valores por meio de uma rede estruturada para mascarar movimentações financeiras.

Segundo o MPMS, as investigações indicam que um dos integrantes da organização criminosa já apurada estaria utilizando pessoas físicas e jurídicas interpostas para movimentar recursos, ocultar patrimônio e frustrar medidas judiciais de bloqueio. A estrutura envolveria o uso de contas bancárias de terceiros, empresas registradas em nome de comparsas e a intermediação de pagamentos em benefício do investigado e de familiares, inclusive durante período de segregação cautelar.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão, todos expedidos pelo Poder Judiciário após representação do Ministério Público. A operação representa mais uma etapa do trabalho institucional de enfrentamento à corrupção e à lavagem de capitais no âmbito do município de Sidrolândia.

 

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