Rock ao Piano – Especial 1975: Projeto celebra os 50 anos da epoca de 1975 com releituras no piano de clássicos do rock

Era de ouro: o pianista Bruno Hrabovsky presta um tributo ao rock clássico de 1975 com releituras tocadas ao piano

Foto: Juliana Hilal
Era de ouro: o pianista Bruno Hrabovsky presta um tributo ao rock clássico de 1975 com releituras tocadas ao piano Foto: Juliana Hilal

Na década de 1970, o rock n’ roll vivia um momento de efervescência, com álbuns e bandas icônicas em ascensão. Foi nesse período que o gênero se consolidou como clássico, com lançamentos excepcionais que moldaram lendas e estereótipos ainda celebrados pelos fãs até hoje. Em meio a essa revolução musical, 1975 se destacou como um dos anos mais intensos e produtivos da história do rock. Ao longo daqueles 12 meses, o público foi agraciado com discos extraordinários, como Wish You Were Here, A Night at The Opera do Queen, Fleetwood Mac além de outros títulos que se tornaram marcos fundamentais para a música.

Com o intuito de preservar e celebrar o legado do rock, o pianista Bruno Hrabovsky se apresentará em Campo Grande no dia 11 de abril, no Teatro Glauce Rocha, às 20h, com o projeto “Rock ao Piano” — Especial1975. Com mais de 25 anos de dedicação ao piano e uma profunda paixão por rock e metal, Hrabovsky criou o projeto para oferecer releituras do gênero, utilizando apenas o instrumento e criando arranjos fiéis às obras originais.

Desde o início, o projeto já percorreu 2 países, 21 estados e 139 cidades, vendendo mais de 80 mil ingressos. Com um repertório repleto de clássicos do rock, são 18 músicas e apresentações de 2 horas que continuam a conquistar o público. além de um show na Nova Zelândia, quase todos eventos realizados de forma independente.

Em 2019, Bruno Hrabovsky produziu uma turnê no Brasil para a renomada pianista ucraniana vkgoeswild. Durante a pandemia, manteve vivo o seu projeto, criando vídeos em casa. Em 2021, ele iniciou uma nova fase em sua carreira ao começar estudos técnicos profundos com o pianista Vinícius Fabri, o que trouxe uma nova conexão com o piano.

No ano em que completou 34 anos e celebrou a década de seu projeto, diversas transformações aconteceram: uma nova identidade visual foi adotada, ele realizou um concerto em Curitiba acompanhado por uma orquestra e, no dia seguinte, se mudou para São Paulo.

Foto: Rony Santos

A turnê, que segue exclusivamente em 2025, traz releituras de grandes ícones do gênero, incluindo músicas como “Houses of the Holy”, do Led Zeppelin, “Fly by Night”, do Rush, e “Two Cents Worth”, do Kansas. Também estão no repertório “Department of Youth”, de Alice Cooper, “Am I Losin’”, de Lynyrd Skynyrd, “One White Duck”, do Jethro Tull, e “Dreaming from the Waist”, do The Who.

Ainda há espaço para o rock pesado de “Changin’ Times”, do Nazareth, “The Temple of the King”, do Rainbow, e “Comin’ Home”, do Deep Purple. O show também inclui clássicos do Black Sabbath, com “Hole in the Sky”, e dos Scorpions, com “In Trance”. Outras pérolas do rock, como “Easy Does It”, do Supertramp, “Rock And Roll All Nite”, do Kiss, e “Tente Outra Vez”, de Raul Seixas, fazem parte da seleção. O repertório também contempla “Ovelha Negra”, de Rita Lee, e os lendários “Wish You Were Here”, do Pink Floyd, e “Bohemian Rhapsody”, do Queen.
No ritmo do piano… e do rock

Desde a infância, Bruno Hrabovsky demonstrava interesse pelo piano, embora sua disciplina fosse um desafio. Entre os 6 e os 31 anos, ele estudou com a pianista Luciana Bissi, que o ajudou a superar essa dificuldade, sempre com o apoio constante de sua avó, Mila. Com uma impressionante facilidade auditiva, Bruno passou a criar arranjos de Rock e Metal ainda na adolescência, ampliando seu envolvimento com esses gêneros.

O início de sua carreira musical foi discreto. Bruno começou postando vídeos no YouTube e realizando alguns concertos enquanto cursava Geologia na UFPR (Universidade Federal do Paraná) em Curtiba. O ponto de virada para o “Rock ao Piano” ocorreu em 2013, no Teatro Paiol, após sua formatura. Nesse concerto, ele percebeu que o público ia além dos amigos e familiares, sinalizando um potencial maior para seu projeto. Contudo, foi apenas no ano seguinte que Bruno levou seu show para fora de sua cidade natal, dando início a uma nova fase em sua trajetória artística.

Em entrevista ao jornal O Estado, Bruno Hrabovsky revelou que começou a criar arranjos de rock aos 15 anos. Em 2014, após os primeiros shows em outras cidades, o músico percebeu a grande aceitação do público e, a partir desse momento, teve a certeza de que sua verdadeira vocação era a música.

“A primeira de todas as músicas que fiz arranjos no piano foi Fade to Black, do Metallica, e isso é um grande marco. Comecei a pensar em sua introdução tão clara feita na guitarra acústica e imediatamente percebi que conseguia executá-la no piano. Impressionado com como essa interpretação foi natural e precisa, decidi tentar tocar o resto da música e, ao conseguir fazer um esboço dela inteira, passei a tentar arranjar cada vez mais músicas que eu costumava ouvir para ver como ficariam”, explica Bruno.

Quando questionado sobre suas maiores influências como pianista, tanto no universo da música clássica quanto no Rock e Metal, Bruno Hrabovsky destacou a banda Pink Floyd como sua principal inspiração.

Foto: Daniel Castellano

“Atualmente, consumo muito mais conteúdos relacionados ao piano erudito, mas minha maior influência sempre foi a música em si, especialmente o Metal. O peso e a sonoridade desse gênero são, sem dúvida, o que mais permeia o que faço no piano. A principal banda que tenho como base e inspiração é o Pink Floyd, ainda que a maioria das bandas que eu ouça hoje seja mais pesada. A que fica com o pódio inabalável de minha banda preferida é Symphony X”, afirma o pianista.

“Quero desmistificar a imagem do piano”

Sobre a fusão do Rock e Metal com o piano, Bruno destaca que a principal intenção do seu projeto é aproximar dois universos que, à primeira vista, podem parecer distantes. Ele acredita que, ao apresentar essa mistura única, oferece ao público uma experiência emocional e sonora que vai além das expectativas, ampliando a percepção do que o piano pode representar no universo do Rock e Metal.

“Quero desmistificar a imagem do piano, mostrando como ele pode se adaptar a outros gêneros musicais, e também quebrar o estereótipo de que o Rock, especialmente o Metal ser apenas barulho”.

O projeto carrega um nome cheio de significado para Bruno, que atualmente vive em São Paulo. Ele reconhece que, agora, morar na capital paulista facilita o acesso ao restante do Brasil, graças à oferta de voos diretos e passagens mais acessíveis. Para os próximos anos, seu objetivo é expandir ainda mais seu alcance, explorando novas cidades brasileiras e também investir na carreira internacional com repertórios variados, além de retornar em cidades que já visitou para novas apresentações.

O projeto “Rock ao Piano” já se apresentou anteriormente em Campo Grande, e o artista aproveitou a oportunidade para agradecer ao público que lotou os três shows anteriores na cidade, destacando o reconhecimento e a recepção calorosa recebida.

“Ao público de Campo Grande, que lotou os outros três shows que fiz na cidade, quero em primeiro lugar agradecer pelo reconhecimento e recepções calorosas. Relembro que o repertório que levarei à cidade esse ano existirá somente em 2025, sendo uma celebração específica dos 50 anos de 1975, portanto, é uma chance única. A ideia do show é fazer uma retrospectiva de um ponto específico na história do Rock para abrir a janela de descobertas para um universo que tem muito ainda para explorarmos e conhecermos”, finaliza Bruno convidando todos os campo-grandenses a mais uma noite de Rock ao Piano.

Serviço: Para mais informações sobre o artista, o projeto, datas, próximos shows e ingressos, o público pode acessar o site oficial do Rock ao Piano em rockaopiano.com.br ou acompanhar as redes sociais @rockaopiano. Os ingressos estão disponíveis para compra, com preços variando entre R$ 30 e R$ 80.

 

 

Por Amanda Ferreira

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