Varíola dos macacos: Campo Grande vai realizar testagem em 7 unidades

varíola dos macacos
Foto: reprodução

Campo Grande vai realizar testes de Varíola dos Macacos. As unidades que vão recebem a testagem ainda não foram definidas, entretanto serão 7  espalhadas pela Capital. Atualmente, Mato Grosso do Sul possui cinco casos positivos para a doença, que é monitorada em todo o Brasil e considerada emergência internacional de saúde, conforme determinou a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Caso o paciente esteja com sintomas da doença, ele pode procurar qualquer hospital ou unidade de saúde. Os profissionais de saúde são orientados a notificar imediatamente a Sesau em casos suspeitos.

Em casos para varíola dos macacos, ou Monkeypox, a Capital realiza cinco exames. Algumas dessas amostras são levadas para o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), em Campo Grande, e levam, em média, cinco dias para ficarem prontos os resultados. Outras podem ser levadas para um laboratório no Rio de Janeiro. Nesse, o diagnóstico pode levar até 10 dias.

A Sesau disse que um plano de ação contra a doença está em processo de elaboração. Dessa forma, os fluxos e protocolos estão sendo definidos ainda. Esse documento trará as diretrizes em relação ao acompanhamento epidemiológico, definição de estratégias de prevenção e combate, bem como a definição de unidades sentinelas a serem referenciadas para coleta e atendimento de pacientes que venham a manifestar a doença.

Cenário da doença no Brasil e no mundo

De acordo com o boletim mais recente do Ministério da Saúde, 1.369 casos da doença foram registrados no país. a maioria em São Paulo e no Rio de Janeiro. Cinco pessoas morreram pela doença em todo o mundo durante o surto atual, de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

O Ministério está tratando a doença como surto. Ele é o primeiro estágio da evolução de contágio, antes de epidemia e pandemia. O surto acontece quando há o aumento repentino do número de casos de uma doença em uma região específica, maior que o esperado pelas autoridades.

O maior risco de agravamento da varíola dos macacos acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/Aids, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos de idade.

Sesau orienta profissionais da saúde

Os profissionais da saúde foram orientados acerca de cuidados com a Varíola dos Macacos. Já foi realizada com os servidores uma capacitação em quatro eixos que atendem pessoas com suspeita da doença ou lidam com as amostras: fluxo de vigilância, fluxo laboratorial, fluxo assistencial e de fluxo de monitoramento.

Doença

A varíola dos macacos é uma doença causada pela infecção com o vírus Monkeypox, que causa sintomas semelhantes aos da varíola. Ela começa com febre, dor de cabeça, dores musculares, exaustão e inchaço dos linfonodos.

Uma erupção geralmente se desenvolve de 1 a 3 dias após o início da febre, aparecendo pela primeira vez no rosto e se espalhando para outras partes do corpo, incluindo mãos e pés. Em alguns casos, pode ser fatal, embora seja tipicamente mais suave do que a varíola. A doença é transmitida para pessoas por vários animais selvagens, como roedores e primatas, mas também pode ser transmitida entre pessoas após contato direto ou indireto.

 

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