Fraturas em animais domésticos

Animais

É comum que alguma lesão passe despercebida, por isso a importância de estar sempre atento se o pet apresentar mudança de comportamento

Cães e gatos amam gastar energia, eles correm, sobem escadas, saltam de um lado para outro e ficar quietos é uma missão quase impossível. Essas e outas estripulias podem, muitas vezes, resultar em fraturas. Quando o animal se machuca, os tutores tentam resolver o problema em casa, com uma simples imobilização, porém isso é prejudicial para a saúde do pet.

De acordo com a professora do Curso de Medicina Veterinária da Anhanguera Dourados Debora Marques, quedas dentro de casa são as principais causas de fraturas nos animais. “Animais jovens são os que geralmente se machucam mais, os ossos são sensíveis e as fraturas mais comuns são os halteres e por esmagamento. O primeiro é o acidente doméstico e o manejo e acidentes automobilísticos.”

É bastante comum que alguma fratura ou lesão passe despercebida aos olhos dos tutores, por isso a importância de estar sempre atento à causa que resultou no desconforto do animal. Diversas pancadas e acidentes domésticos podem resultar em fraturas que, quando não devidamente cuidadas, podem resultar em consequências ainda piores para a qualidade de vida do pet.
“O animal muda de comportamento, apresenta sinais de vermelhidão, manca, sente dor no local”, revela Debora.

Caso seu animal se machuque e você note alguma alteração comportamental do bicho, manqueira e dificuldade de locomoção em razão de dor, o médico-veterinário deve ser consultado para evitar consequências mais danosas aos pets.
“As fraturas que exigem uma cirurgia ortopédica devem ser feitas em até 48 horas. Quando o animal apresenta uma fratura exposta o tutor procura mais rápido a ajuda de um médico-veterinário, agora quando o animal só esta mancando ai eles não se atentam tão rápido, deixam passar e quando vão ver é uma fratura”, elucida.

Segundo a professora, o tratamento de lesões ortopédicas variará de acordo com a gravidade da fratura. “O tratamento pode ser feito de várias formas. Tratamento alternativo, com tala, repouso, e vai depender da necessidade e do tipo da fratura de cada animal”, afirma.

Cuidados pós-cirúrgicos

Qualquer intervenção cirúrgica no animal é estressante, tanto para o corpo, que sente dores e fica limitado, quanto para a mente, que fica estressada. Por isso é preciso seguir alguns cuidados para tornar esse momento menos desconfortável para seu melhor amigo.

Segurança – Utilizar acessórios adequados é essencial, como roupinhas pós-cirúrgicas, colares elisabetanos (cones), todos os kits para cuidar dos ferimentos, medicamentos, etc. Tudo para garantir a segurança e o bem-estar de seu pet.

Contato com a ferida – Seja ferimento por acidente ou incisão da cirurgia, é muito importante impedir que seu cãozinho tenha contato com a ferida. Por isso a roupinha pós-cirúrgica e o cone são importantes para que não haja contato e contaminação por bactérias que causam infecção.

Controle as atividades do cachorro – Mesmo após a cirurgia, os cães tentarão manter suas rotinas e comportamentos, como pular no sofá, tentar correr, brincar, etc. Portanto, é muito importante manter o controle para que seu amigo não corra o risco de abrir o ferimento ou incisão novamente. Ou seja, mantenha-o longe de escadas e não o deixe subir em locais como camas ou cadeiras.

Medicamentos – A administração correta dos medicamentos é muito importante. Analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos só devem ser ministrados mediante prescrição médica. Respeite os horários indicados para garantir a eficácia e a recuperação de seu pet.

Cicatrização – Observe a cicatrização, se está melhorando e ficando com o aspecto mais seco. Caso perceba que a cicatriz não está fechando ou secando, com vermelhidão fora do comum, inchaço, ou presença de pus, entre em contato com um veterinário.
Alimentação e hidratação – Estimule a alimentação e hidratação o máximo possível. É natural que seu amigo de estimação sinta enjoos e falta de apetite logo após a cirurgia. Portanto, ofereça alimentação leve e muita água.

Veterinário – Durante a recuperação de seu amigo de estimação, mantenha sempre o contato e tire todas as dúvidas com o veterinário. Se manter bem informado é essencial para não cometer erros e colocar seu cãozinho em risco.

(Bruna Marques)

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