Decisão determina pagamento de R$ 1,9 milhão por dano moral coletivo após julgamento da Operação Coffee Break
Nesta quinta-feira (03), a Justiça de Mato Grosso do Sul condenou 11 políticos e empresários envolvidos na Operação Coffee Break, que investigou um esquema de compra de votos para cassar o então prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em 2014. Os condenados deverão pagar, ao todo, R$1,9 milhão por dano moral coletivo.
Entre os condenados estão o ex-prefeito Gilmar Olarte, os empresários João Amorim, João Roberto Baird e o ex-presidente da Câmara Municipal, Mário César Oliveira da Fonseca. Eles foram apontados como articuladores do esquema, que envolvia o pagamento de vantagens a vereadores para garantir a saída de Bernal e favorecer grupos políticos e empresariais.
As penas financeiras variam de R$100 mil a R$250 mil, dependendo do grau de envolvimento de cada condenado. Ex-vereadores que participaram da votação que resultou na cassação do prefeito também foram sentenciados, incluindo Edil Albuquerque, Jamal Salem, José Airton Saraiva e Paulo Siufi Neto.
A decisão foi proferida pelo juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande.
A Operação Coffee Break foi deflagrada em 2015 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e resultou na condução coercitiva de diversos vereadores e empresários. A investigação apontou que a cassação de Bernal atendeu a interesses de grupos empresariais que mantinham contratos com a prefeitura e queriam evitar a perda de privilégios.
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