Estiagem dura até setembro e chuva é abaixo da média

De acordo com o Cemtec, setembro e outubro devem ter quantidade inferior de chuva

Mato Grosso do Sul vai terminar agosto sem chuvas significativas. De acordo com a meteorologista do Cemtec (Centro de Monitoramento de Tempo e do Clima), Franciane Rodrigues, somente em setembro as maiores chuvas devem acontecer, amenizando o tempo seco no Estado. “A data estimada de chuva significativa para o Estado, conforme o modelo de previsão numérica NOAA/EUA [National Oceanic and Atospheric Administration], é entre os dias 7 e 8 de setembro”, disse. Ainda assim, as chuvas previstas para os dois próximos meses devem ficar abaixo da médica histórica.

Segundo o Cemtec, em setembro deste ano, a previsão é de cerca de 80 milímetros de chuva, abaixo dos 100 milímetros da média histórica. Embora com mais intensidade, o mesmo cenário de chuvas abaixo da média está previsto para outubro, com cerca de 120 milímetros previstos, menor que a média de 140 milímetros. Somente em novembro as chuvas devem voltar à normalidade.

A cidade de Sete Quedas é o município com maior tempo de estiagem no Estado, com 57 dias sem chuvas. Outros municípios com estiagem prolongada são Santa Rita do Pardo, com 49 dias sem chuva, e Corumbá com 48 dias.

Em Campo Grande, não há chuva significativa desde o dia 16 de julho, acumulando 40 dias sem chuvas.
Mesmo com a nebulosidade prevista para esta semana, a probabilidade de chuvas, ainda que isoladas, é mínima até o dia 30 de agosto, conforme os modelos nacionais oficiais. “Apenas nebulosidade significativa no início da semana, porém com predomínio de sol, e zero expectativa de chuvas”, afirmou.

Segundo a meteorologista, o tempo continua seco em decorrência de um sistema que impede a formação de nuvens de chuva. “O Brasil central está sobre predomínio de um sistema anticiclônico em médios níveis, popularmente conhecido como massa de ar seco, que é comum no outono e inverno, e reduz a umidade, elevando as temperaturas, consequentemente impedindo a formação de chuvas”, explicou. (Raiane Carneiro)

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