Boate Kiss: julgamento condena sócios e músicos por 242 mortos no incêndio

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os réus do julgamento do incêndio da Boate Kiss, que culminou na morte de 242 pessoas em janeiro de 2013, foram sentenciados no dia de hoje (10). Dois sócios do clube noturno e dois integrantes da banda que tocava no dia receberam condenação pelo Tribunal do Júri em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Um dos sócios da Kiss, Elissandro Spohr, o “Kiko”, foi condenado a 22 anos e seis meses de prisão, enquanto que o parceiro Mauro Hoffmann, a 19 anos e seis meses. Já outros dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira – Marcelo dos Santos (quem acendeu os fogos) e Luciano Bonilha (movido o artefato pirotécnico já aceso) – ganharam 18 anos cada um.

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Tragédia da Boate Kiss completou oito anos de impunidade para as famílias das vítimas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Todos eles foram condenados por homicídio qualificado por dolo eventual, isto é, por terem assumido o risco. O MP (Ministério Público) pedia a condenação de todos os acusados por homicídio doloso. Anterior ao julgamento, eles respondiam a homicídio simples, consumado 242 vezes (total de vítimas) e tentado outras 636 (número de sobreviventes).

Com a sentença desta sexta-feira, encerra-se o julgamento de 10 dias sobre a tragédia que assolou o município gaúcho de Santa Maria. Entre as 242 vítimas, três jovens eram de Mato Grosso do Sul.

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