Prefeitura inicia Campanha Nacional de Multivacinação nas unidades de saúde da Capital

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Ação de imunização ocorre diante de 5,3 mil casos de SRAG registrados em MS e quase 800 confirmações de Influenza

A Prefeitura de Campo Grande inicia nesta segunda-feira (3) a Estratégia de Multivacinação 2026, mobilização nacional promovida pelo Ministério da Saúde que segue até 1º de setembro com o objetivo de atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Durante todo o período, as salas de vacinação das USFs (Unidades de Saúde da Família) estarão preparadas para avaliar a situação vacinal e aplicar as doses em atraso previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Embora a campanha tenha como público-alvo crianças e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informa que pessoas de todas as idades poderão aproveitar a mobilização para verificar a caderneta e atualizar as vacinas disponíveis. A orientação é que pais e responsáveis apresentem um documento com foto, o CNS (Cartão Nacional de Saúde) e, se possível, a caderneta de vacinação, embora a ausência do documento não impeça a imunização.

Para a chefe do Serviço de Imunização da Sesau, Ananda de Melo, a campanha é uma oportunidade para garantir que crianças e adolescentes estejam protegidos. “Nem sempre os responsáveis percebem que há alguma dose em atraso. Durante a campanha, nossas equipes verificam a situação vacinal e realizam a atualização da caderneta, quando necessário, garantindo mais proteção para as crianças, os adolescentes e para toda a comunidade”, destaca.

A estratégia busca ampliar a cobertura vacinal, reduzir o risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis e fortalecer a proteção coletiva, em um momento em que Mato Grosso do Sul ainda enfrenta elevada circulação de vírus respiratórios. Para facilitar o acesso da população, a Prefeitura também vem promovendo mutirões de vacinação aos fins de semana em unidades de saúde e pontos estratégicos da cidade.

Estado em alerta

Os dados mais recentes da SES (Secretaria de Estado de Saúde), divulgados na sexta-feira (31), mostram que o Estado já acumula 5.341 casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e 407 mortes em 2026. Do total de notificações, 1.932 tiveram agente etiológico identificado, sendo a Influenza responsável por uma parcela significativa das hospitalizações.

Até a 29ª semana epidemiológica, Mato Grosso do Sul contabiliza 784 casos hospitalizados por Influenza, dos quais 387 foram causados pelo vírus Influenza A (H3N2), 316 por Influenza B, 75 por Influenza A não subtipado e seis por H1N1. O Estado também registra 98 mortes por Influenza, sendo 55 por H3N2, 34 por Influenza B e nove por Influenza A não subtipado.

Campo Grande concentra a maior parte dos casos. O município soma 1.722 notificações de SRAG, o equivalente a 32,2% de todos os registros estaduais, além de 133 mortes relacionadas à síndrome. A Capital também lidera as internações por Influenza, com 239 casos hospitalizados — sendo 83 por H3N2, 35 por Influenza A não subtipado, dois por H1N1 e 119 por Influenza B — e contabiliza 33 mortes provocadas pela doença.

Apesar dos esforços das autoridades de saúde, a cobertura vacinal segue abaixo da meta. O boletim estadual aponta que Mato Grosso do Sul alcançou 49,37% de cobertura vacinal entre crianças, gestantes e idosos, índice superior à média nacional (45,85%), mas ainda distante dos 90% recomendados pelo Ministério da Saúde. Em Campo Grande, a cobertura está em 48,3%.

Por Michelly Perez

 

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