Parlamentares afirmam que a mudança no controle da concessionária não elimina a necessidade de fiscalização, apuração das irregularidades e melhorias no transporte coletivo de Campo Grande
A venda do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, não deve interromper as investigações sobre as irregularidades apontadas no sistema nem reduzir a fiscalização sobre a prestação do serviço. Esse é o posicionamento de vereadores da Câmara Municipal, que defendem a continuidade da intervenção administrativa e cobram que a nova gestão implemente melhorias efetivas para os usuários.
O debate ganhou força após a confirmação da venda da concessionária. Para os parlamentares, a troca de controle da empresa não pode representar o fim da apuração das falhas identificadas ao longo dos últimos anos, nem afastar a responsabilidade de garantir um transporte público de qualidade.
O vereador Landmark Rios (PT), que acompanha a intervenção desde o início, afirmou que a população precisa de resultados concretos e não apenas da mudança de administradores.
“A população não pode confiar apenas na promessa de que tudo será resolvido. É preciso garantir que a nova administradora coloque em prática todas as mudanças necessárias e que haja fiscalização permanente. O interesse público deve estar acima de qualquer negociação empresarial”, afirmou.
Segundo o parlamentar, a nova controladora deverá assumir compromissos relacionados à renovação da frota, manutenção dos veículos e melhoria da qualidade do serviço prestado à população.
A Câmara Municipal também reforçou que continuará acompanhando os desdobramentos da intervenção. O presidente da CPI do Transporte Coletivo, vereador Dr. Lívio, destacou que a mudança de gestão só terá valor se resultar em benefícios para os passageiros.
“O que realmente importa ao cidadão campo-grandense não é quem opera o sistema, mas a garantia de um transporte público digno, eficiente, seguro e compatível com a importância da nossa Capital”, afirmou.
O presidente da Câmara, vereador Papy, ressaltou que a possível mudança é consequência do trabalho desenvolvido pela CPI do Transporte Coletivo, instaurada em 2025. Após meses de investigação e mais de 50 horas de oitivas, a comissão apontou descumprimentos contratuais, recomendou a substituição de 197 ônibus e sugeriu a intervenção no consórcio, além da possibilidade de caducidade da concessão.
Mesmo com a venda concluída, os vereadores afirmam que seguirão fiscalizando o cumprimento das recomendações da CPI e cobrando investimentos que garantam ônibus mais novos, maior confiabilidade do sistema, melhorias nos terminais e respeito aos direitos dos passageiros que dependem diariamente do transporte coletivo em Campo Grande.
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