Veja o que os candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul defendem para os próximos oito anos

onas Pereira/Agência Senado
onas Pereira/Agência Senado

Transparência e destino das emendas, saúde, malha ferroviária e reforma tributária estiveram entre os temas abordados

 

 

Os candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul que participaram das sabatinas do Jornal O Estado apresentaram propostas, prioridades e avaliações sobre temas que devem fazer parte da agenda estadual no Senado nos próximos anos. Nas entrevistas, os concorrentes falaram sobre saúde, segurança pública, infraestrutura, educação, desenvolvimento econômico, reforma tributária e aplicação de recursos públicos. As entrevistas também permitiram que os candidatos detalhassem como pretendem atuar no Congresso Nacional e quais demandas de Mato Grosso do Sul devem receber atenção durante um eventual mandato de oito anos.

Entre os assuntos recorrentes estiveram a destinação e fiscalização das emendas parlamentares, a recuperação da malha ferroviária, a segurança na faixa de fronteira, a regionalização da saúde e os impactos da Reforma Tributária para municípios e setores produtivos.

Confira, a seguir, os principais pontos abordados:

Capitão Contar (PL) apresentou como principais bandeiras de campanha a redução de impostos, o combate ao crime organizado, a defesa da propriedade privada e uma atuação mais próxima dos municípios sul-mato-grossenses. Ele também afirmou que pretende defender, no Senado, a saúde, a educação, a segurança pública, a infraestrutura e o desenvolvimento econômico. Na área de segurança, destacou a posição estratégica de Mato Grosso do Sul, que faz fronteira com Bolívia e Paraguai, e ressaltou a importância de uma maior integração entre as forças policiais.

Contar também falou sobre a destinação de emendas parlamentares e defendeu transparência e rastreabilidade na aplicação dos recursos. Entre outras propostas, citou a retomada das escolas cívico-militares, a revisão da Tabela SUS, investimentos na malha ferroviária e nas hidrovias, além de medidas para fortalecer o potencial turístico e logístico do Estado. Ao tratar do setor produtivo, reafirmou a defesa da propriedade privada e criticou invasões e demarcações que considera ilegais.

Reinaldo Azambuja (PL) apresentou propostas para um eventual mandato e falou sobre economia, municipalismo, alianças políticas, emendas parlamentares e demandas de Mato Grosso do Sul. O ex-governador também defendeu reformas administrativas e manifestou preocupação sobre como os impostos serão cobrados com a Reforma Tributária. Azambuja falou ainda sobre a retomada da Malha Oeste, o aumento da Tabela SUS e uma maior participação do governo federal na segurança das fronteiras. Também citou o custo do sistema prisional, que, segundo ele, chega a R$ 280 milhões para Mato Grosso do Sul.

Sobre a destinação de emendas, afirmou que pretende ouvir os segmentos organizados e priorizar saúde, educação, infraestrutura, programas sociais e segurança pública. O candidato também destacou o programa MS Mais Seguro como uma das ações de sua gestão na área de segurança.

Soraya Thronicke (PSB) apresentou um balanço das ações realizadas durante o mandato e defendeu a fiscalização da aplicação dos recursos públicos como uma das principais atribuições do Senado. Ao falar sobre as emendas parlamentares, afirmou que seu gabinete acompanha a execução dos recursos destinados aos municípios e criticou a falta de transparência na distribuição de parte das verbas. Para um eventual segundo mandato, Soraya disse que pretende concentrar sua atuação em Mato Grosso do Sul e apontou a Rota Bioceânica como uma das principais oportunidades de desenvolvimento do Estado. A senadora também defendeu investimentos em turismo e no setor de serviços para ampliar a geração de emprego e renda. Segundo ela, o novo corredor logístico pode ajudar Mato Grosso do Sul a aproveitar sua localização estratégica, mas também exigirá atenção para segurança e estrutura.

Soraya ainda destacou projetos de combate à violência contra a mulher, incluindo a Lei Bárbara Penna, sancionada pelo presidente Lula. Durante a sabatina, também falou sobre sua mudança de posicionamento político.

Vander Loubet (PT) apresentou entre suas principais propostas a recuperação da malha ferroviária, a consolidação do corredor de saída para o Pacífico, a modernização da circulação de cargas no Mercosul, a regionalização da saúde e o reforço da segurança na faixa de fronteira. O deputado federal também falou sobre sua relação com produtores rurais e ambientalistas e defendeu a possibilidade de conciliar preservação ambiental e produção. Ao tratar dos conflitos fundiários, destacou que acredita nas negociações. Na área de infraestrutura, defendeu a recuperação da malha ferroviária e afirmou que a nova modelagem deve contemplar todo o Estado.

O candidato também defendeu a duplicação de rodovias, melhorias na segurança e medidas para reduzir acidentes. Ao citar o conflito da Fazenda Buriti, em Sidrolândia, afirmou que a negociação pode reduzir a tensão no campo e evitar confrontos.

Roberto Oshiro (NOVO) apresentou propostas para temas como Reforma Tributária, controle de gastos públicos, distribuição de emendas parlamentares, saúde e autonomia financeira dos municípios. O candidato criticou a forma como a Reforma Tributária foi discutida e afirmou que Mato Grosso do Sul poderá enfrentar perdas de arrecadação e redução da autonomia financeira. Oshiro também defendeu mudanças na distribuição das emendas parlamentares, com critérios baseados nas necessidades de cada município e acompanhamento dos recursos até a aplicação final.

Na área da saúde, propôs priorizar a regionalização do atendimento, ampliar a oferta de exames e utilizar a telemedicina para diminuir a distância entre pacientes e especialistas. Oshiro também defendeu maior controle sobre os gastos públicos e afirmou que a aplicação dos recursos deve ser acompanhada para garantir que o dinheiro destinado aos municípios seja utilizado de acordo com as necessidades apresentadas.

 

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