Servidores pedem apoio contra terceirização de Hospital

Trabalhadores da rede pública de saúde foram à Assembleia Legislativa ontem (15), em manifestação, a pedido de espaço para discussão sobre uma possível terceirização do Hospital Regional, planejada pelo secretário de Saúde. O tema foi levado à tribuna pelo deputado Pedro Kemp (PT), que recebeu apoio dos demais parlamentares para a realização de uma audiência pública.

Ricardo Bueno, presidente do Sintss-MS, relatou que, para defender a necessidade de terceirização do hospital, o secretário de Saúde está apresentando números que não condizem com a realidade e os manifestantes desejam que seja feita uma investigação sobre os valores reais. “Ele trabalha com números que não são verdadeiros, fala que o hospital gasta 30 milhões, que a folha está em 18 milhões e não são números verdadeiros”, argumenta.

Como representante dos servidores na sessão, Pedro Kemp relatou que a possível mudança na gestão do hospital é preocupante com relação à transparência da utilização dos recursos públicos e o modo como os funcionários serão tratados. Ele ainda explicou que a mobilização no plenário tem como objetivo garantir a valorização dos servidores e do Hospital Regional. “Eles querem preservar o hospital de picaretagem”, declarou.

Zé Teixeira (DEM) parabenizou o companheiro parlamentar, mas ressaltou a necessidade de uma reforma no sistema público de saúde que, de acordo com ele, está falido. Ele argumenta que os hospitais do país não são autossustentáveis, mas não apresentou a terceirização como uma boa alternativa, utilizando como exemplo o caso de Ponta Porã, o qual considera que teve a participação de uma empresa com “histórico duvidoso”.

O deputado Onevan de Matos (PSDB) defendeu que a saúde é um setor de extrema importância e de responsabilidade do município, do Estado, da União e da sociedade. De acordo com ele, os hospitais devem receber investimento e ter transparência, além disso, a gerência por uma empresa privada apresenta incoerência. “A empresa vem para ter lucro, mas como ter lucro em um setor em que falta recurso?”, questionou.

Evander Vendramini (PP) e Antonio Vaz (PRB) também foram favoráveis à fala do deputado petista. Além disso, o presidente da Comissão de Saúde concordou com o pedido dos servidores e confirmou que será realizada uma audiência pública. O deputado Neno Razuk (PTB) também fez ressalvas à participação de OS na gestão de hospitais, defedendo uma maior e mais direta ação do Estado neste sentido. (Julia Renó)

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