Saída de Soraya Thronicke pode esvaziar o Podemos e provocar reconfiguração no PSB

Senadora busca uma construção política alinhada ao governo federal - Foto: divulgação/Ascom
Senadora busca uma construção política alinhada ao governo federal - Foto: divulgação/Ascom

A iminente mudança partidária da senadora Soraya Thronicke movimenta os bastidores da política sul-mato-grossense e pode provocar uma reconfiguração tanto no Podemos quanto no PSB (Partido Socialista Brasileiro) do Estado. A parlamentar articula sua filiação para disputar a reeleição ao Senado em possível composição com o deputado federal Vander Loubet (PT).

Nos bastidores, a movimentação é tratada como pratica mente certa por algumas lide ranças. Apesar das sinalizações, a assessoria da senadora enviou nota ao jornal O Estado afirmando que ainda não há decisão formal. Segundo o comunicado, Soraya mantém diá logo com lideranças partidárias diante dos convites recebidos, mas sustenta que “ainda não há decisão tomada e que qualquer definição ocorrerá no momento oportuno, com responsabilidade e alinhamento aos interesses de Mato Grosso do Sul e do Brasil”.

Podemos X lideranças

No Podemos, a saída da senadora abre uma série de incertezas. Além de presidir a legenda no Estado, Soraya é o principal nome da sigla em Mato Grosso do Sul. A situação se complica ainda mais porque o deputado estadual, Rinaldo Modesto, também deve sair e migrar para o União Brasil.

Procurado pela reportagem, Rinaldo afirmou que vê o período como parte natural do processo político. “A janela partidária é um instrumento legítimo do processo político e é natural que, nesse período, os parlamentares façam suas escolhas de acordo com aquilo que acreditam ser o melhor caminho. Tenho respeito pela trajetória da senadora Soraya e pelas decisões que ela venha a tomar”.

Sobre quem poderia assumir o comando estadual do partido diante da possível saída, o deputado ponderou que “ainda é muito cedo para qualquer definição”.

Na bancada municipal da sigla, o vereador Ronilço Guer reiro (Podemos) afirmou que, até o momento, não houve comunicado oficial.

“Tudo que eu sei é pela mídia. No dia 5 de fevereiro, eu conversei com o Luiz França, que é secretário-executivo nacional do partido, e ele me disse que a senadora ficaria e seria candidata à reeleição pelo Podemos. Inclusive, ela teria desmentido a saída naquela ocasião”, relatou.

Questionado sobre quem poderia assumir o comando esta dual, Ronilço não descartou a possibilidade de protagonismo municipal. “Se um deputado vai sair, por que não um vereador assumir? Eu quero ajudar nessa construção. Não quero abandonar o partido”, disse.

O vereador Clodoilson Pires (Podemos) também confirmou que acompanha o tema apenas pelas notícias divulgadas na imprensa. “Vamos ter que conversar com a direção estadual e ver como o Podemos vai se posicionar sem ela à frente do partido. Com a janela partidária se aproximando, pode ser que algum deputado estadual se interesse em vir para o Podemos e assumir o protagonismo da sigla. É uma possibilidade que pode ser construída”.

Diálogo no PSB

Se no Podemos há preocupação com o esvaziamento, no PSB o cenário também passa por ajustes internos. O atual presidente estadual da sigla, o deputado Paulo Duarte, confirmou que conversou diretamente com Soraya sobre o assunto. “Encontrei-me com ela e ela confirmou que está indo para o PSB. Ela me afirmou que foi convidada pela direção nacional e que virá para o partido”, declarou para nossa reportagem.

Paulo Duarte também indicou que deve deixar a legenda. “Eu devo sair justa mente porque não vai ter chave para a estadual”, afirmou.

A leitura é de que a chegada da senadora não seria apenas para disputar o Senado. A tendência é que, ao se filiar, Soraya também assuma a presidência estadual do Partido Socialista Brasileiro em Mato Grosso do Sul.

Ao jornal O Estado, o vereador Carlão (PSB) afirmou que aguarda conversas com Paulo Duarte para entender melhor a vinda de Soraya. “Disseram que ela já estaria acertada para vir candidata ao Senado pelo partido. Mas ainda precisamos conversar internamente para entender qual é o projeto”, declarou.

Carlão avalia que a entrada de Soraya pode fortalecer o PSB, desde que venha acompanhada de um projeto de crescimento partidário.

“Ela não vem sozinha. Ela tem prefeitos, vice-prefeitos, vereadores. Se vier para agregar, para montar uma chapa forte de estadual e federal, ajuda muito. Hoje, nossos candidatos não têm mandato. Para ganhar vaga, depende da composição da chapa. Se for uma chapa fraca, mesmo quem tem 30 mil votos pode perder. Se for uma chapa forte, com 15 mil votos, pode eleger”, disse.

A própria senadora Soraya já havia indicado que busca uma construção política alinhada ao governo federal. “A porta está aberta, mas dentro de uma com posição partidária”.

 

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